Fernando Rosas: "BE não é um partido de passagem"
Fundador do Bloco de Esquerda olha com confiança para o futuro do partido, que vai mudar de líder este fim de semana.
Uma década depois, o Bloco de Esquerda (BE) prepara-se para uma mudança de líder. Catarina Martins deixa a liderança e tudo indica que será Mariana Mortágua a sucessora. A escolha será feita na convenção nacional bloquista, que decorre este fim de semana em Lisboa.
Fernando Rosas, fundador do Bloco, olha com esperança para o futuro, mas sublinha que, apesar da nova liderança, não haverá qualquer viragem política na ação do partido: "Há uma continuidade que tem de se adaptar aos desafios, como a possibilidade de haver eleições antecipadas".
Quanto à futura liderança, Fernando Rosas acredita que será ocupada por Mariana Mortágua, que "está muito bem preparada para liderar a direção do BE nesta nova conjuntura política"
Quanto a Catarina Martins, o histórico bloquista fala "num trabalho gigantesco" ao longo da última década e que vai ficar na história do Bloco de Esquerda. Apesar da saída da liderança, Fernando Rosas diz que Catarina Martins vai continuar a ser um ativo do BE e pode desempenhar outros papeis ao serviço do partido.
Fernando Rosas foi um dos fundadores do Bloco de Esquerda em 1999. 24 anos depois, o histórico bloquista diz que o partido conquistou um espaço social e político. "O Bloco de Esquerda não é um partido de passagem. Não desapareceu o seu espaço social nem foi comido pelos outros. Esse espaço está lá", sublinha.
