Festas do Povo de Campo Maior esperam mais de 400 mil visitantes em agosto
Mais de 400 mil visitantes são esperados, em agosto, nas tradicionais Festas do Povo de Campo Maior, distrito Portalegre, que conta este ano com um investimento de cerca de dois milhões de euros.
Mais de 400 mil visitantes são esperados, em agosto, nas tradicionais Festas do Povo de Campo Maior, distrito Portalegre, que conta este ano com um investimento de "perto dos dois milhões de euros", divulgou a organização.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação das Festas do Povo de Campo Maior, João Manuel Nabeiro, disse considerar "difícil" antever o número de visitantes que vão passar pela vila durante as festas, entre os dias 08 e 16 de agosto, mas apontou para um número superior a 400 mil visitantes.
"As nossas estatísticas provisórias apontam, possivelmente, para mais de 400 mil pessoas", afirmou.
Em relação ao investimento, o presidente da Associação das Festas do Povo de Campo Maior explicou que o compromisso daquela entidade foi "sempre [o de] abrir as portas às necessidades" do povo e, dessa forma, dar-lhes respostas.
"Mas o número, se é tão importante, eu diria que está perto dos dois milhões de euros", revelou.
Realizadas por vontade popular, Festas do Povo de Campo Maior foram reconhecidas, em 2021, como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Estas tradicionais festas, que tiveram lugar pela última vez em 2015, são conhecidas por apresentarem dezenas de ruas daquela vila alentejana, sobretudo no centro histórico, 'engalanadas' com milhares de flores de papel, das mais diversas cores e formatos, feitas à mão pela população.
De acordo com a organização, este ano estão envolvidos na realização do evento mais de quatro mil voluntários.
Questionado sobre se o 'selo' atribuído pela UNESCO vai 'pesar' na produção destas festas, João Manuel Nabeiro garantiu que todos os membros da associação sentem essa responsabilidade.
A responsabilidade da classificação da UNESCO, "obviamente, tem sido uma constante nas nossas reuniões, nas nossas ações diárias", reconheceu.
Mas o responsável afiançou que a classificação e a notoriedade que a mesma implica vão beneficiar as festas.
"Acreditamos que estas festas de 2026 terão de ter mais força do que as de 2015 e aquelas que foram feitas em 2001. É nesse propósito que estamos muito focados", acrescentou.
Questionado quanto à quantidade de papel que está a ser transformada pelos voluntários em flores e adereços para enfeitar as mais de 100 ruas que participam no evento, João Manuel Nabeiro indicou que o total deve rondar as "50 toneladas".
A organização também já anunciou que os bilhetes para as Festas do Povo estão à venda através da plataforma Ticketline.
O bilhete diário custa oito euros "em venda antecipada" e, posteriormente, ficará a 10 euros, enquanto o passe geral para os nove dias do evento tem um valor de 15 euros.
