Frente do incêndio em Mirandela e Vinhais causa mais preocupações, reativações em Valpaços

Quase mil operacionais estão mobilizados no combate às chamas.

A frente do incêndio que começou em Valpaços que causava mais preocupações pelas 16:00 de hoje era a que lavrava nos municípios vizinhos de Mirandela e Vinhais, mantendo-se cerca de 980 operacionais no terreno atentos a reacendimentos em Valpaços.

“Este intervalo de tempo é o período mais crítico que nós temos. Temos uma área muito grande em que temos a frente de Valpaços em vigilância e consolidação de rescaldo e temos a frente de Vinhais e de Mirandela que esta em curso, está ativa e está a combate”, afirmou o comandante regional do Norte da Proteção Civil, Albano Teixeira.

O responsável, que falava aos jornalistas pelas 16:00, no posto de comando instalado em Vilarandelo, concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, explicou que, como esperado, estão a acontecer “várias reativações” que estão a ser combatidas com os meios no terreno e aéreos.

“Estamos a fazer o combate possível para dominar todas as reativações que estão a surgir”, concretizou.

Albano Teixeira referiu que a principal preocupação é a frente que lavra nos municípios vizinhos de Mirandela e Vinhais, já no distrito de Bragança, mais concretamente na zona de Torre de Dona Chama, apontando ainda as altas temperaturas e algum vento como dificuldades no combate e a causa de algumas reativações.

Pela hora em que falava aos jornalistas não havia, segundo referiu, aldeias em risco, considerando que o trabalhos dos operacionais estava a evoluir favoravelmente.

Mobilizados para este fogo estavam, pelas 16:30, 987 operacionais, auxiliados por 317 viaturas e 11 meios aéreos.

Hoje, os meios aéreos estão a conseguir operar, uma dificuldade que se verificou na quinta-feira por falta de condições de segurança para operarem.

Também na quinta-feira foi necessário mobilizar meios para um outro incêndio que deflagrou em Chaves e que ainda está em curso.

Pela mesma hora, o presidente da Câmara de Valpaços, Jorge Mata Pires, concretizou que a situação no seu concelho “estava estabilizada e o perímetro consolidado”.

“Temos efetivamente algumas bolsas, algumas ilhas dentro do perímetro (…). Queremos crer que, nas próximas horas, teremos isto consolidado, o que não quer dizer que esteja fora de perigo, mas estamos a um bom ritmo, as condições meteorológicas também têm ajudado, em particular na parte da manhã”, afirmou.

O autarca disse ainda que o incêndio, que começou na terça-feira em Valpaços, atingiu os concelhos de Mirandela, Vinhais e chegou também já a Macedo de Cavaleiros.

Apontou para “prejuízos avultadíssimos” e uma área ardida que já chegou aos 16 mil hectares, 10 mil dos quais no concelho de Valpaços, lembrando que o levantamento preliminar dos estragos em vinhas, olivais, soutos, amendoais e casas de primeira e segunda habitação e devolutas, está a ser feito em conjunto com os presidentes de junta do concelho.