Gaia melhora parque junto ao metro de D. João II
O estacionamento junto à estação de metro D. João II, em Gaia, vai ganhar novo pavimento, iluminação e zonas verdes antes das obras da alta velocidade.
A Câmara de Vila Nova de Gaia vai requalificar, a partir da próxima semana, o parque de estacionamento junto à estação de metro de D. João II, local para onde está prevista a localização da estação de alta velocidade.
"Na próxima semana será dado início à reconversão das condições urbanas do Parque de Estacionamento junto à Estação do Metro de D. João II", pode ler-se num comunicado enviado à Lusa pelo vice-presidente da autarquia, Firmino Pereira, que considera as condições atuais do parque de estacionamento "degradantes e inaceitáveis em termos de condições físicas".
Para o responsável, não é "tolerável no centro da cidade a existência de um espaço terceiro-mundista que desqualifica o espaço urbano".
A intervenção, "a ocorrer até 08 de setembro, vai permitir a pavimentação a betuminoso e colocação de grelhas de enrelvamento no lugar dos estacionamentos", o que possibilitará a "permeabilidade do solo e dar-lhe uma solução urbana mais verde". Também será colocada iluminação pública.
O parque continuará a ser gratuito e tem a capacidade de cerca de 200 automóveis, motociclos e lugares para pessoas com mobilidade reduzida.
Esta intervenção surge após a aprovação, na reunião de Câmara da semana passada, da prorrogação do aluguer do espaço, pelo município, a um privado, por uma renda de 5.000 euros por mês.
Firmino Pereira lembrou que para o futuro "está prevista a construção de parque subterrâneo de apoio à futura estação da linha de alta velocidade", revelando que os proprietários estão disponíveis para "fazer uma parceria com o consórcio construtor para viabilizar uma solução urbanística para o local".
Questionado pela Lusa sobre a pertinência da obra, dada a possibilidade de ocupação do local para a construção da estação de alta velocidade (TGV), Firmino Pereira disse que a autarquia não hesitou "em melhorar as condições, mesmo sabendo que num futuro - ninguém pode imaginar, para já, qual será o prazo desse futuro - a alta velocidade vai provocar uma transformação urbanística do local".
"Seria, no meu ponto de vista, pouco consistente ter um parque nas condições degradadas em que se encontra [enquanto se espera] pelo projeto de alta velocidade, que está em discussão, à espera da aprovação da APA [Agência Portuguesa do Ambiente]", acrescentou.
O autarca acredita ainda que a obra do troço da linha de alta velocidade em causa “não vai começar em todo lado ao mesmo tempo", pelo que admite que "aquele parque possa ser intervencionado já numa fase bastante posterior".
Esta é "uma medida de caráter provisório" e "vai ser feita por administração direta, portanto o impacto financeiro da Câmara é reduzido", disse o vice-presidente da autarquia liderada por Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), no distrito do Porto.
O arquiteto André Campos, colaborador de longa data de Eduardo Souto Moura, é o autor do projeto para a estação de alta velocidade de Gaia, em Santo Ovídio, segundo documentos oficiais.
A estação de Gaia terá os cais de embarque a sensivelmente 60 metros de profundidade acessíveis por elevador e escadas rolantes, e contará com acessos quer a sul, junto à rotunda de Santo Ovídio (com ligação ao cais nascente da estação de metro homónima), quer a norte, junto à atual estação de metro de D. João II, no local do atual parque de estacionamento, onde também será edificada uma torre.
O edifício da estação contará com duas grandes claraboias para deixar entrar luz natural.
O Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE) da linha de alta velocidade no Porto, em Gaia e Espinho, cuja consulta pública terminou no dia 29 de junho, aguarda aprovação da APA.
