Giorgia Meloni já tomou posse. É a primeira mulher a chefiar o governo de Itália

A líder do Irmãos de Itália (extrema-direita) venceu as eleições em Itália no dia 25 de setembro.

Giorgia Meloni tomou posse esta manhã como chefe do governo de Itália, tornando-se a primeira mulher a liderar o executivo italiano.

A líder dos Irmãos de Itália (partido de extrema-direita) conseguiu uma vitória histórica nas legislativas italianas antecipadas de 25 de setembro.

A cerimónia da tomada de posse decorreu esta manhã na sede da Presidência da República italiana, onde Meloni prestou juramento.

 

 

Giorgia Meloni, uma romana de 45 anos, conseguiu afastar o seu partido das conotações neofascistas que este tinha e subir ao poder exatamente um século após o ditador Benito Mussolini, de quem chegou a confessar-se admiradora.

Meloni dispõe, com os seus parceiros de coligação, o dirigente populista da Liga, Matteo Salvini, e o líder do Força Itália, Silvio Berlusconi, de maioria absoluta nas duas câmaras do parlamento: Câmara dos Deputados e Senado.

Assim que foi nomeada, a nova primeira-ministra apresentou ao chefe de Estado a composição do seu Governo, que terá, no total, 24 ministros, seis dos quais mulheres.

O ex-presidente do Parlamento Europeu António Tajani, ‘número dois’ do Força Itália, ocupará a pasta dos Negócios Estrangeiros, com o título de vice-primeiro-ministro, e Matteo Salvini será igualmente nomeado vice-primeiro-ministro e ficará com a pasta das Infraestruturas e Transportes, embora quisesse a do Interior, mais prestigiada, que foi atribuída a um tecnocrata.

Giancarlo Giorgetti, um representante da ala moderada da Liga e que já era ministro no Governo cessante chefiado por Mario Draghi, ficará com a tutela de uma pasta fundamental, a da Economia.

Num momento em que a terceira economia da zona euro enfrenta, como os seus vizinhos, uma situação económica difícil, por causa da crise energética e da inflação, a missão de Meloni anuncia-se árdua, especialmente porque terá de zelar pela unidade da sua coligação, que já apresenta algumas fissuras.

Do total de 24 ministérios e um subsecretário da Presidência (Alfredo Mantovano) do Governo de Meloni, oito serão para o seu partido, quatro para a Liga e seis para o Força Itália, ao passo que seis serão ocupados por técnicos.