Acidentes com motos no Porto causaram 11 mortos e mais de mil feridos
O distrito do Porto registou 1.245 acidentes com motociclos e ciclomotores desde janeiro, com 11 mortos e mais de mil feridos, segundo a GNR.
Onze pessoas morreram e mais de 1.000 ficaram feridas em 1.245 acidentes que envolveram motociclos e ciclomotores de duas, três e quatro rodas registados desde o início do ano no distrito do Porto, revelou hoje a GNR.
Em comunicado, o Comando Territorial da GNR do Porto descreveu que em quase 10 meses, de 1 de janeiro a 26 de outubro, registou, na sua área de responsabilidade, 1.245 acidentes envolvendo motociclos e ciclomotores de duas, três e quatro rodas.
Onze mortos em acidentes com veículos de duas rodas
Desses, 1.185 acidentes envolveram veículos de duas rodas, dos quais 921 foram acidentes com vítimas: 11 mortos, 67 feridos graves e 962 vítimas com ferimentos leves.
Acidentes com motociclos de três e quatro rodas
Relativamente aos motociclos e ciclomotores de três e quatro rodas, foram registados 60 acidentes, dos quais 18 envolveram vítimas, não se tendo registado vítimas mortais nem feridos graves.
Já entre sexta-feira e segunda feira, a GNR do Porto contabilizou uma vítima mortal, dois feridos graves e seis com ferimentos leves, num total de 12 acidentes com motociclos e ciclomotores.
GNR alerta para comportamentos de risco na estrada
Com estes dados, a GNR do Porto destaca a importância da “prevenção rodoviária dirigida aos utilizadores de veículos de duas rodas, particularmente vulneráveis em caso de acidente, atendendo à menor proteção física proporcionada por estes veículos”.
“Perante estes números, a GNR reforça o apelo a todos os condutores, em particular aos utilizadores de ciclomotores e motociclos, para que adotem uma condução defensiva e de segurança e alerta para comportamentos que aumentam significativamente o risco de acidente”, lê-se no comunicado.
São comportamentos de risco o excesso de velocidade, as ultrapassagens perigosas, circulação entre filas de trânsito de forma irregular, manobras bruscas ou mudanças de direção sem sinalização, condução sob o efeito do álcool ou de substâncias psicotrópicas, utilização incorreta ou ausência de capacete e equipamento de proteção, falta de atenção e condução distraída e a reduzida perceção dos motociclistas pelos restantes condutores.
“A prevenção é essencial para reduzir o risco de acidente e a gravidade das suas consequências”, termina.

