Governo avisa que reposição da normalidade ainda vai demorar alguns dias

Os trabalhos dos próximos dias vão estar sobretudo relacionados com acessibilidades, porque houve uma "devastação ao nível do derrube de árvores".

O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, disse hoje que a reposição da normalidade, na sequência da depressão Kristin, ainda vai demorar alguns dias.

Durante um 'briefing' que decorreu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide (Oeiras), o secretário de Estado adiantou que os trabalhos dos próximos dias vão estar sobretudo relacionados com acessibilidades, uma vez que se verificou uma "devastação ao nível do derrube de árvores".

"Estamos a recuperar gradualmente também a reposição da energia elétrica. Cerca de um milhão [de pessoas] estavam sem energia e há poucas horas já eram menos de 500 mil", explicou Rui Rocha.

O secretário de Estado da Proteção Civil considerou ainda que, neste momento, é importante que as autarquias façam um levantamento dos estragos e adiantou que vai deslocar-se a Leiria, um dos distritos mais afetados pela depressão Kristin.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.