Governo e Câmara do Porto disponíveis para aumentar em 2 ME apoio a obras do Coliseu
Investimento inclui reabilitação da fachada, a criação do "Museu do Coliseu", a instalação de elevadores, questões ligadas à iluminação e climatização do espaço.
O Governo e a Câmara do Porto estão disponíveis para, através de recurso a fundos europeus, aumentar em dois milhões de euros o apoio à reabilitação do Coliseu do Porto, revelou hoje o ministro da Economia e Coesão Territorial.
“Falámos da necessidade de aumentar a ambição das obras que estão aqui a ser feitas, porque o orçamento que eles têm neste momento disponível é de facto muito curto [2,5 milhões de euros do Programa Regional Norte 2030] e nós estamos com vontade de poder colaborar de forma mais intensa para corresponder ao aumento de ambição que o Coliseu tem”, afirmou o ministro Manuel Castro Almeida aos jornalista, após uma visita ao Coliseu.
Ao lado de Pedro Duarte, o ministro explicou já se ter “entendido” com o presidente da Câmara do Porto para aumentarem em dois milhões de euros o apoio, passando para 4,5 milhões de euros, um valor que considerou não ser muito elevado, uma vez que as obras que este espaço necessita ascenderiam aos sete milhões.
Já Pedro Duarte garantiu que a Câmara do Porto está empenhada na promoção deste equipamento cultural.
“Nós estamos a fazer já um esforço grande nesta componente inicial das obras e temos disponibilidade para agora, em conjunto com o Governo, nomeadamente com recurso a fundos comunitários, mas nós complementarmos aquilo que for necessário. Portanto, eu admito que haja aqui um esforço dividido”, acrescentou o presidente da Câmara do Porto.
De forma simplificada, e “estando ainda numa base muito prematura”, o autarca explicou que poderá ser “um milhão para cada lado”.
O presidente do Coliseu, Miguel Guedes, explicou que a visita de hoje foi feita no âmbito de “sensibilização” para o facto de estarem a conseguir fazer com 2,5 milhões de euros obras que estavam “orçadas em cerca de sete ou oito milhões de euros”.
“Obviamente que há coisas que ficam por fazer, com pena. E é nessa sensibilização que hoje também tivemos esta visita e esta conversa entre todos, para perceber a tempo o que se poderá fazer de forma que esta verba seja reforçada e que o Coliseu possa ter as obras de requalificação que merece”, informou.
Miguel Guedes explicou que, durante as suas oito décadas de existência, o edifício nunca tinha sido completamente mapeado e, por isso, “cada dia era uma surpresa”, levando a que percebessem agora “a necessidade de incorporar nesta obra algumas outras valências”.
As obras iniciaram-se no final de julho de 2025 com uma intervenção no teto do imóvel, entretanto já concluída, mas envolvem mais intervenções como a reabilitação da fachada, a criação do “Museu do Coliseu”, a instalação de elevadores, questões ligadas à iluminação e climatização do espaço, entre outras.
A intervenção deverá ser concluída em 2027, sem que o Coliseu tenha precisado de encerrar portas ou interromper a sua programação.
O Coliseu do Porto está classificado como monumento de interesse público desde 2012.
