Governo impõe restrições mais duras. Fique a saber quais

O governo aprovou uma nova lista de proibições devido à pandemia.

O Governo aprovou, em conselho de ministros extraordinário, novas restrições relacionadas com o confinamento, devido ao agravamento dos efeitos da pandemia de covid-19 em Portugal.

Apesar de ainda não haver data para a entrada em vigor, o primeiro-ministro anunciou algumas medidas novas e clarificações: 

- Proibir a venda ao postigo em estabelecimentos alimentares e de roupas;

- Proibir a venda, ao postigo, de cafés e outras bebidas em estabelecimentos alimentares onde há take away. No caso de cafés e restaurantes, a venda ao postigo só é permitida para produtos embalados e sem bebida;

- Proibir o consumo de bens alimentares nas imediações dos estabelecimentos do ramo alimentar;

- Proibir o funcionamento de restaurantes em centros comerciais, mesmo em regime de take-away.

- Limitar horários de funcionamento das lojas até às 20h00 em dias úteis e até às 13h00 aos fins-de-semana. Os estabelecimentos de retalho alimentar só podem funcionar até às 17h00 nos fins-de-semana;

- Proibir campanhas promocionais que promovam a deslocação de pessoas;

- Proibir a permanência de pessoas em jardins e espaços públicos de lazer (podem ser frequentados mas não em permanência);

- Encerrar centros de dia, universidades sénior e espaços de convívio;

- Proibir circulação entre concelhos aos fins-de-semana.

 

O primeiro-ministro referiu que as escolas vão continuar abertas, e decidiu que todos os ATL, mesmo os que não estão ligados a estabelecimentos escolares, ficam autorizados a funcionar com crianças até aos 12 anos. António Costa também anunciou que vai haver mais forças de segurança nas ruas, principalmente junto às escolas, para impedir ajuntamentos.

O governo pede aos presidentes dos municípios para limitarem o acesso a locais de grande concentração de pessoas, como frentes marítimas e ribeirinhas, bancos de jardim, parques infantis, e equipamentos desportivos.

Todas as empresas de serviços com mais de 250 funcionários em trabalho presencial têm que enviar uma lista nominal dos trabalhadores à Autoridade para as Condições no Trabalho.

O primeiro-ministro alertou que pode endurecer as restrições se os portugueses não cumprirem as novas medidas, referindo que só houve menos 30% de movimentações de pessoas nos últimos dias apesar do confinamento geral.