Governo mostra-se disponível para reunir-se com organizações das acampadas

Secretária de Estado da Habitação diz que já teve mais de três centenas de reuniões com várias entidades.

A secretária de Estado da Habitação disse hoje à agência Lusa que está disponível para se reunir com as organizações das acampadas, referindo que já teve mais de três centenas de reuniões com várias entidades.

Questionada sobre se está disponível para reunir-se com as organizações das acampadas, Patrícia Gonçalves Costa foi perentória: "Claro que sim, que estou, estive e estarei disponível para reunir com todos".

A governante adiantou que no XXV Governo já esteve presente em "mais de 350 reuniões", além daquelas em que está a sua equipa de continuidade do trabalho.

"São municípios, associações profissionais, proprietários, inquilinos, DECO, Cáritas Diocesana de Lisboa, Santa Casa da Misericórdia, associações de moradores de norte a sul do país, cooperativas, já reuni com o Movimento Vida Justa, com o Movimento Porta a Porta. Eu estou disponível e sempre estarei e sempre estive disponível para reunir com todos aqueles que tenham ideias e que sintam necessidade de partilhar as suas ideias", reforçou a secretária de Estado, salientando que "as ideias são bem-vindas de todo lado".

Salientando que o Governo tem um programa, o Construir Portugal, afirmou que este está a ser cumprido e vai continuar a ser.

"Acredito que a política pública de habitação, dada a sua abrangência, tem que ser feita com todos, e nós não fazemos normativa e não fazemos política pública fechados no gabinete sozinhos", prosseguiu a secretária de Estado.

Declarando-se "totalmente aberta a todos" e a trabalhar terreno, disse que às vezes é ela própria a pedir as reuniões e outras vezes são as pessoas, entidades, organizações a solicitarem.

"E é assim que eu acho que deve acontecer. Toda a normativa que tem sido publicada tem sido realizada e elaborada numa perfeita auscultação a todos aqueles que interagem", acrescentou.

A orientação é "muito clara: aumentar a oferta pública, criar capacidade no setor da construção, de industrialização para respondermos ao desafio que temos em mãos, inovação nos métodos construtivos e resolvermos também toda esta urgência, enquanto estas casas não estejam no mercado, termos todos os mecanismos do suporte àqueles que são mais vulneráveis", acrescentou Patrícia Gonçalves Costa.