Governo ordena investigação sobre refeições de bombeiros

O Ministério da Administração Interna recebeu denúncias sobre refeições inapropriadas para bombeiros que combatem incêndios florestais.

O governo ordenou uma investigação à Proteção Civil por causa das refeições dadas aos bombeiros enquanto combatem incêndios florestais. Num comunicado, o ministério da administração interna (MAI) mostra que recebeu "várias denúncias, segundo as quais as refeições são inapropriadas face ao desgaste a que os operacionais são sujeitos neste tipo de missão". O MAI quer as conclusões do inquérito até 30 de setembro. Fonte oficial da Proteção Civil diz que a investigação é para se cumprir, e nada mais quer comentar.

Nos termos da Diretiva Financeira 2017, a Autoridade Nacional de Proteção Civil suporta financeiramente as refeições dos operacionais que participam no combate aos incêndios, nos seguintes valores: almoço e jantar (7 euros por refeição); pequeno-almoço, lanche e dois reforços (1,80 euros), a que corresponde um total diário de 21,2 euros por operacional.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, diz que também soube de denúncias. "Bombeiros e comandantes dos bomberiso falaram, efectivamente, da má qualidade da comida, da falta de brevidade, da forma e do modo como era distribuida, em quantidade e qualidade. Mas é um conjunto de situações que não se podem circunscrever só ao problema alimentar. Há um problema logístico mais profundo, em que a Autoridade Nacional de Proteção Civil tem falhado".