Governo português abre conta na polémica rede social TikTok
A rede social, propriedade da empresa chinesa ByteDance, tem estado no olho do fucarão devido a questões de segurança e privacidade.
O governo português decidiu abrir oficialmente, esta terça-feira, conta na rede social TikTok, com o objetivo de “reforçar a proximidade com os jovens, promovendo o diálogo e a transparência através de conteúdos adaptados às plataformas digitais”.
Num comunicado enviado às redações, o executivo refere que o conteúdo incidirá sobre “temas prioritários e que interessam aos jovens como habitação jovem, emprego, educação e saúde mental”, com a prioridade de “demonstrar como as políticas públicas impactam o quotidiano”.
O primeiro vídeo já está disponível na conta oficial do governo português e pretende demonstrar "o que faz o primeiro-ministro".
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A decisão de abrir conta no TikTok, por parte do governo português, surge numa altura em que vários países debatem a proibição da rede social. O caso mais recente foi o dos Estados Unidos. O Tiktok chegou mesmo a estar indisponível no sábado à noite e ao longo de todo o passado domingo, depois do Supremo Tribunal ter decidido manter uma lei aprovada pelo Congresso.
Essa lei obriga a aplicação a desvincular-se da empresa mãe, a chinesa ByteDance, devido à recolha de dados pessoais que a aplicação faz e tendo em conta que a China é considerada um adversário estrangeiro. O TikTok voltou, entretanto, a estar disponível, depois de Donald Trump ter anunciado que iria reverter a proibição.
A Comissão Europeia abriu no ano passado um procedimento formal contra o TikTok por suspeita de infrações ao regulamento dos serviços digitais, mas já no inicio de este ano o porta-voz da instituição para a área digital, citado pela agência Lusa, esclareceu que "não há qualquer intenção" de suspender a rede social.
(notícia atualizada às 17h50)
