Greve da função pública pode fechar escolas esta sexta-feira
Diretores escolares alertam que a paralisação deve afetar sobretudo as escolas do primeiro ciclo e pré-escolar.
A função pública regressa à greve esta sexta-feira, dia 21 de novembro, e a educação deve ser um dos setores mais afetados.
"Penso que esta greve irá ter impacto nas escolas, sobretudo nas escolas onde temos o regime do pré-escolar e do primeiro ciclo. Porque são escolas já têm poucos funcionários (...) e se faltar um ou dois, a escola automaticamente pode não abrir as suas portas.", avisa Filinto Lima, presidente da Associação Nacional dos Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).
Por isso, aconselha os pais a "ligar para as escolas sob pena de chegarem à escola, a escola estar encerrada e o pai ter inesperadamente de regressar a casa e de não ir trabalhar. Portanto, há que preparar essa situação. O que eu aconselho é, de facto, ligarem de manhã cedo para a escola e perceber se a escola vai ou não abrir."
O presidente da ANDAEP reforça ainda o apelo ao Governo para rever a portaria dos rácios de funcionários das escolas, que está "ultrapassadíssima".
"É preciso que o Ministro das Finanças entenda que isto não será uma despesa fazer chegar às escolas mais funcionários, será um investimento. Portanto, o alerta que eu aqui deixo, virado para o Ministro das Finanças, numa altura em que estamos a discutir o Orçamento de Estado, é preciso que as escolas públicas portuguesas tenham mais assistentes operacionais, mais assistentes técnicos e nessa perspetiva, o diploma da portaria dos rácio deve ser revista urgentemente", sublinha.
