Greves de professores representam apenas 4% das faltas nas escolas
Todos os dias cerca de cinco mil turmas são diretamente afetadas pela ausência de professores.
As greves de professores representaram apenas 4% das faltas registadas em 2017/2018, ano em que os docentes do ensino público faltaram mais de dois milhões de dias, revela um estudo hoje divulgado.
Considerando todos os professores do ensino obrigatório, "o número de dias que os professores faltam é muito elevado", chegando em média perto dos dois milhões de dias por ano, segundo o estudo "Professores sob a lupa --- A realidade demográfica e laboral dos professores do ensino público em Portugal 2016/17- 2020/21", lançado hoje pelo Edulog.
O principal motivo para o absentismo é a doença continuada de uma classe cada vez mais envelhecida e, em média, faltam 11 mil docentes por dia, concluiu o estudo coordenado pela investigadora do ISCTE, Isabel Flores.
Resultado: Todos os dias cerca de cinco mil turmas são diretamente afetadas por este absentismo, refere o mais recente estudo do think tank da Fundação Belmiro de Azevedo direcionado para a área de Educação.
Nos últimos anos, o descontentamento e contestação dos professores levou a um aumento de convocação de greves mas, no ano letivo de 2017/2018, estas ações motivaram apenas 4% das faltas.
