Guterres avisa EUA e Israel que "está mais do que na hora" de acabarem com guerra
Guterres apelou ao Irão para que pare de atacar os vizinhos, dizendo que "eles nunca foram partes no conflito".
O secretário-geral da ONU avisou hoje Estados Unidos e Israel que “está mais do que na hora” de acabarem com a guerra no Irão, defendendo que “é tempo da força do direito prevalecer sobre o direito da força”.
“É tempo de a força do direito prevalecer sobre o direito da força. É tempo de a diplomacia prevalecer sobre a guerra”, afirmou António Guterres, em declarações aos jornalistas ao lado do presidente do Conselho Europeu, António Costa, antes de participar num almoço de trabalho com os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), no âmbito da cimeira europeia, em Bruxelas.
Guterres disse ainda que tinha “duas mensagens” para partilhar sobre a guerra no Irão.
“A primeira é para os Estados Unidos e Israel: está mais do que na hora de acabar com esta guerra, que corre o risco de fugir completamente de controlo, causando imenso sofrimento aos civis e tendo repercussões na economia global que são realmente dramáticas, com potenciais consequências trágicas”, avisou António Guterres.
A segunda mensagem dirigiu-se ao Irão: “Parem de atacar os vossos vizinhos, eles nunca foram partes no conflito”.
Guterres recordou que o Conselho de Segurança da ONU “condenou esses ataques, ordenou que cessassem e determinou a abertura do Estreito de Ormuz”, salientando que o encerramento desta artéria comercial vital, por onde passa cerca de um quinto da produção de petróleo mundial, “causa enorme sofrimento a tantas pessoas em todo o mundo que nada têm a ver com este conflito”.
Os líderes da União Europeia (UE), reunidos hoje em Bruxelas, vão discutir a resposta comunitária aos impactos da escalada militar no Médio Oriente, sobretudo para fazer face aos elevados preços da energia e garantir segurança energética.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, foi convidado para um almoço de trabalho para debater a deterioração da situação internacional e a forma como a UE e os seus parceiros podem trabalhar em conjunto para defender o multilateralismo.
