"Há muito muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade", diz Maria Lúcia Amaral

Ministra da Administração Interna explica o silêncio dos últimos dias.

A ministra da Administração Interna falou esta sexta-feira pela primeira vez desde a passagem da depressão Kristin em Portugal, sublinhando que “há muito muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade, no gabinete”.

“Temos trabalho de informação, de reflexão, de planeamento, e sobretudo de coordenação”, acrescentou Maria Lúcia Amaral em declarações à margem de uma conferência de imprensa da ANEPC.

Em relação à coordenação das operações por parte do Governo, a governante explicou que “o Executivo é um órgão colegial chefiado pelo primeiro-ministro” e que, por isso, funciona “com um primeiro-ministro, que chefia o colégio, de acordo com um quadro e com uma estratégia que foi definida em Conselho de Ministros”.

A responsável pela pasta da Administração Interna sublinhou ainda que é necessária preparação para mais uma semana difícil: “Tudo leva a crer que a partir da noite de domingo tenhamos um quadro meteorológico muito severo."

A ministra que tutela a Proteção Civil avisou ainda que "a provação ainda não terminou". 

"Vivemos esta semana uma provação terrível provocada por um fenómeno climatérico e meteorológico extremo (...). Infelizmente, a provação por que passámos não terminou", afirmou Maria Lúcia Amaral.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.