Há novos critérios na seleção de dadores de sangue
Entre as mudanças está o limite de idade, que passa para os 70 anos no caso dos dadores regulares e saudáveis.
O Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) anuncia várias alterações em relação aos critérios de seleção de dadores de sangue, com o objetivo de reforçar a sustentabilidade dos serviços de sangue do país.
Entre as mudanças, deixa de existir o limite de 60 anos de idade para a primeira dádiva, "passando a aprovação para a dádiva a depender de critério do médico do serviço de sangue. Os dadores regulares e saudáveis poderão continuar a dar sangue até aos 70 anos de idade, desde que sejam submetidos a avaliação médica individual."
Deixa ainda "de existir o período de suspensão para o Vírus do Nilo Ocidental (WNV), pela disponibilização de TAN (Teste de Ácidos Nucleicos) individual por parte do IPST, e sempre que realizado este teste de sangue que deteta diretamente o material genético (RNA) do vírus."
Há ainda alterações em relação a várias situações que impediam definitivamente a dádiva, como: ter residido no Reino Unido entre 1980 e 1996 e ter recebido uma transfusão sanguínea depois de 1980.
"Mantém-se necessidade do dador não estar em jejum quando dá sangue, mas deixa de ser impeditivo para a dádiva, a ingestão de qualquer refeição leve, não sendo obrigatório aguardar a digestão, desde que não exista sensação de enfartamento após a refeição", refere o IPST.
