Há oito mil candidaturas a apoios para as casas afetadas pela Kristin ainda sem resposta
No total, foram apresentadas 26 mil candidaturas. Doze mil já foram pagas e outras 5.200 foram indeferidas.
Quase seis meses depois da tempestade kristin, que afetou a região centro, ainda há familias que aguardam o apoio para a reconstrução das habitações.
Das 26 mil candidaturas apresentadas, faltam decidir oito mil, a maioria nos concelhos de Leiria e Marinha Grande.
"Oito mil candidaturas que nos faltam decidir, das quais cerca de quatro mil são em Leiria e cerca de três mil são na Marinha Grande, (...) lembrando, obviamente, que Leiria teve neste processo a fatia principal do número de candidaturas, as tais onze mil, no total de 26 mil", explica o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, José Ribau Esteves.
A razão principal para o atraso, adianta o responsável, "é a quantidade de trabalho que há para fazer em muitas frentes". Falhado o prazo de final de junho, Ribau Esteves não se compromete com uma nova meta temporal, sublinhando "o trabalho, a boa velocidade que Leiria tem vindo a ter e o compromisso da Marinha Grande de aumentar o ritmo" na análise das candidaturas aos apoios.
Candidaturas pagas e indeferidas
Quanto às candidaturas pagas, são quase doze mil, num valor total de 49 milhões de euros.
Por outro lado, foram indeferidas mais de 5.200 candidaturas e "o principal argumento é de não existir justificação objectiva técnica para qualquer tipo de pagamento." Além disso, também houve casos de tentativa de fraude e isso está a ser devidamente tratado, havendo "uma equipa agora a começar a tratar essa matéria", sendo que os casos mais graves serão alvo de "participação ao Ministério Público".
Seis meses depois
Apesar dos atrasos nos apoios, Ribau Esteves destaca a reação da região centro à tempestade kristin: "a reação da região a este dano que vivemos no início do ano tem sido muito forte, muito intensa, muito determinada. E obviamente que é minha convicção que além da reação, além da reconstrução, ficamos também mais capazes de construir um futuro com mais qualidade e com a tal elevação do factor resiliência, para que uma próxima vez que a natureza nos surpreenda, nós sejamos mais resistentes."
A tempestade Kristin, com rajadas de quase 200 km/h, afetou vários concelhos da região centro na madrugada de 28 de janeiro deste ano, derrubando muitas árvores, telhados, postes de eletricidade e comunicações.
Várias pessoas morreram e outras ficaram feridas durante e depois da tempestade.
Seis meses depois ainda é visível na região os efeitos do forte temporal, que afetou também a florestal, a agricultura e muitas empresas.
