Herdade da Torre Bela repudia abate de animais

A Herdade onde decorreu a caçada assegura que não organizou a montaria em que foram abatidos 540 animais.

Quatro dias depois de terem sido publicadas nas redes sociais as imagens da montaria em que foram abatidos 540 animais, a Herdade da Torre Bela, na Azambuja, esclarece que "não era a entidade exploradora da referida caçada nem organizou ou nela participou, direta ou indiretamente, e por isso, não tem qualquer responsabilidade no sucedido." 

Num comunicado emitido esta quinta-feira, os proprietários da Herdade garantem ser alheios ao "abuso (...) que não tem nenhuma correlação com qualquer outra atividade da Herdade ou dos seus proprietários.

Os responsáveis da Torre Bela repudiam "firmemente a forma errada, ilegítima e abusiva como decorreu uma montaria na sua propriedade" e asseguram que estão "desde o primeiro momento, a colaborar de forma estreita e permanente com as autoridades competentes com vista ao cabal esclarecimento do ocorrido e ao total apuramento de responsabilidades".

A Herdade da Torre Bela considera ainda que "é inequívoco que o grupo de caçadores excedeu em larga medida os direitos de caça adquiridos, ultrapassando os limites acordados por contrato com a entidade exploradora e que se coadunam com o permitido pela licença de zona de caça que se encontrava à data, em vigor." 

Perante o sucedido, a Herdade da Torre Bela vai "adoptar as medidas judiciais adequadas, para ser ressarcida de todos os prejuízos provocados por este lamentável acontecimento."