Hotelaria e restauração sem trabalhadores e Algarve não é exceção
O presidente da AHETA diz que a falta de trabalhadores no setor é um problema antigo e que não parece ter solução à vista.
Depois de dois anos de travão a fundo por causa da pandemia, a falta de mão-de-obra no turismo está a ser uma dor de cabeça para os empresários que não têm trabalhadores suficientes para dar resposta às necessidades. O Algarve não é exceção e o problema torna-se ainda mais visível quando se aproxima um fim de semana alargado, que promete ser forte para o turismo algarvio.
O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Hélder Martins, diz que a falta de trabalhadores no setor é um problema antigo e que não parece ter solução à vista.
Recentemente, em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), foram lançadas cerca de seis mil vagas de emprego para a região, mas menos de 10 foram preenchidas.
O Presidente da AHETA diz que o trabalho por turnos é o principal entrave num sector que trabalha todos os dias do ano. Quanto ao salário na Hotelaria registou uma subida na ordem dos 20% e ronda agora os 881 euros por mês.
Para garantir a qualidade do serviço, Hélder Martins garante que alguns empresários vão optar para limitar os serviços, como já aconteceu no passado.
O Turismo do Algarve prevê que a taxa de ocupação turística para os feriados de junho naquela região deverá rondar os 80%.
