Livros: Humor e morte às quintas-feiras
Elizabeth, Joyce, Ron e Ibrahim sabem o que fazem às quintas-feiras. E você?
Na agenda da casa de repouso podemos ler que às quintas-feiras é dia de discutir ópera. Mas na verdade o objetivo é mais sangrento: solucionar assassinatos não resolvidos há décadas.
Ao fenómeno “O Clube do Crime das Quintas-Feiras” junta-se agora, em Portugal, a sequela “O Homem que Morreu Duas Vezes”. Os livros são do produtor e apresentador britânico Richard Osman, um desconhecido por cá, mas com uma longa carreira na televisão em terras de sua Majestade.
A ideia do livro surgiu quando Osman foi visitar a mãe a uma casa de repouso de luxo, um lugar de colinas verdes, lagos e bosques, muito semelhante aos cenários dos livros de Agatha Christie. Foi lá que percebeu que até nos sítios bonitos coisas más podem acontecer. E que os velhinhos podem ser tudo menos inocentes.
Richard Osman começou a escrever o livro em segredo, primeiro porque não queria castigar os amigos obrigando-os a ler o esboço, por outro porque não queria que o lessem só por ser apresentador de televisão na BBC.
Passados todos os receios, o primeiro livro foi publicado com tremendo sucesso e traduzido para vários países, entre eles, Alemanha, Japão, Rússia, Brasil e, claro, Portugal. E até conquistou Steven Spielberg que vai adaptar “O Clube do Crime das Quintas-Feiras” para o cinema.
E “O Homem que Morreu Duas Vezes” vai pelo mesmo caminho do sucesso. O livro começa onde acabou o primeiro volume. O grupo de amigos detetives têm um novo mistério para desvendar, uma nova aventura de segredos e conspirações, que envolve diamantes roubados, a máfia, reuniões regadas a vinhos e um assassino implacável.
Richard Osman já está a escrever o terceiro livro da série, que começa logo após “O Homem que Morreu Duas Vezes”.
