Idles em Lisboa (fotos): o vírus da alegria
Enchente à antiga no Coliseu dos Recreios, para um concerto repleto de energia punk.
A relação de amor dos Idles com Portugal tem sido de amor correspondido. Após um longo recolhimento a que pandemia da covid-19 obrigou, com adiamentos como o que afetou esta data em Lisboa (prevista inicialmente para 7 de junho de 2021), a matança de saudades foi literalmente em cheio, com... uma enchente, para venerar, rejubilar, cantar e saltar, ao som dos Idles.
Com o espírito do punk na voz, o vocalista Joe Talbot diz tudo o que lhe vai na alma sem filtro: palavrões, desabafos e elogios (evidentemente sinceros) a Lisboa. Os Idles, que no último álbum "Crawler", foram mais pós-punks que punks, neste concerto regressaram à sua elementaridade, com predileção ao segundo disco, "Joy as an Act of Resistance".
A emergência do punk e do rock passa pelos Idles, e a noite de sexta-feira foi um serviço SOS de reânimo às almas. A música do quinteto de Bristol desmascarou a multidão, que se redescobriu feliz, numa sala amontoada, com pouquíssimos espaços vazios (só um ou outro camarote por preencher).
Se o piso da plateia passou no teste anti-sísmico, resistindo a tantos abanões e saltos de um total humano que pesava toneladas, os espectadores e músicos acusaram positivo noutro teste, ao vírus da alegria - benigno e bem-vindo.
O fotógrafo Rúben Viegas surfou na mosh e captou os movimentos frenéticos dos Idles nos mais diversos pontos da sala centenária da capital. A sua máquina sobreviveu à humidade de suor na sala e deixou-nos estas belas fotos de gente a ser feliz, incluindo a famosa pose de Joe Talbot, com a mão direita no microfone e a mão esquerda atrás das costas que vemos na imagem em cima.






















