IGAS abre inquérito a caso da grávida que terá visto recusada a assistência
Bombeiros encontraram a mulher dentro do carro e consideraram a situação crítica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu um inquérito ao caso da grávida que terá visto recusada a assistência, esta segunda-feira, no Hospital das Caldas da Rainha, após ter sofrido um aborto espontâneo, avança o Diário de Notícias (DN).
O DN recorda o relato do comandante dos Bombeiros das Caldas da Rainha, Nelson Cruz: a mulher chegou ao hospital por meios próprios e foi inicialmente aconselhada a ligar para o número de emergência 112, apesar de estar já à porta do hospital.
Após o contacto com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), os bombeiros encontraram a mulher dentro do carro e consideraram a situação crítica. Somente 30 minutos depois, e após a pressão dos socorristas, a mulher foi admitida e assistida no hospital.
O Hospital das Caldas da Rainha, por seu turno, refere que a mulher se dirigiu “pelos seus próprios meios” ao hospital e que, ao chegar, “viu o cartaz afixado na porta da urgência de Ginecologia/Obstetrícia a dizer que esta não estava a funcionar”, negando ter sido recusada a assistência. “Temos registo que a utente apenas entrou no hospital às 8h04, tendo sido de imediato admitida. Em momento algum foi recusada a sua admissão, nem temos registo de várias insistências para admissão.”
