Iggy Pop e os Grammys: "detesto essas pessoas, querem que eu seja uma peça de museu"
O desabafo foi feito numa entrevista à Classic Rock. A carreira do padrinho do punk foi reconhecida com um Grammy em 2020.
Iggy Pop ainda ponderou não aceitar o Lifetime Achievement Award - galardão de reconhecimento da carreira de um artista - que lhe foi atribuído na cerimónia dos Grammys em 2020. Mas aceitou. Ainda assim, o músico - apelidado de "padrinho do punk" - continua a manifestar que não morria de amores pelos conceituados prémios e pela Recording Academy (Academia de Gravação) que os atribui anualmente.
O músico histórico contou à publicação "Classic Rock" que recusou mesmo falar com a academia quando foi contactado para ir receber o prémio. "Os Grammys queriam falar comigo ao telefone e eu dizia ao meu agente: 'não quero falar com eles. Detesto essa gente, querem que eu seja uma peça de museu'", conta Iggy Pop. "Porém, alguns meses depois, falei com uma senhora da organização dos Grammys e eis que ela me disse: 'vamos dar-lhe o prémio de carreira. Sem o Iggy não haveria Lil Nas X ou Billie Elish. Está diretamente ligado aos artistas que estão mais nomeados neste ano'", acrescentou.
Terá sido então nesta altura que o músico decidiu aceitar o reconhecimento e marcar presença na 62ª cerimónia dos Grammys que decorreu em janeiro de 2020. O galardão é uma forma de homenagear e celebrar "contribuições incríveis com grande significado artístico na área dos discos". Foi a primeira vez que o nome maior do do punk recebeu um Grammy, embora já tenha sido nomeado em edições anteriores.
"Every Loser" é o disco mais recente editado por Iggy Pop. Foi lançado no início do mês de janeiro. Em 2022, o músico foi distinguido com o Polar Music Prize na área popular. Também no ano passado, o veterano esteve em Portugal, tendo sido cabeça de cartaz no EDP Vilar de Mouros.
