IL pede a Montenegro para se decidir entre governo ou empresa
Rui Rocha defendeu que o "primeiro-ministro tem de decidir se quer continuar a ser primeiro-ministro de Portugal ou se quer ter atividade empresarial".
O líder da IL defendeu hoje que, se Luís Montenegro quer continuar a ser primeiro-ministro, tem de desfazer-se da Spinumviva, defendendo que é incompatível ser chefe do executivo e ter atividade empresarial.
“Se Luís Montenegro quer de facto continuar a ser primeiro-ministro, tem de extinguir esta empresa ou tem de desfazer-se dela, mas para bem longe de si próprio e para bem longe da sua família”, afirmou Rui Rocha em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.
O líder da IL reagia à notícia, hoje divulgada pelo Expresso, de que o grupo de casinos e hotéis Solverde, sediado em Espinho, paga à empresa detida pela mulher e os filhos do primeiro-ministro, Spinumviva, uma avença mensal de 4500 euros desde julho de 2021, por “serviços especializados de ‘compliance’ e definição de procedimentos no domínio da proteção de dados pessoais”.
Rui Rocha defendeu que o “primeiro-ministro tem de decidir se quer continuar a ser primeiro-ministro de Portugal ou se quer ter atividade empresarial”.
“Já percebemos que as duas coisas não são acumuláveis e o primeiro-ministro já devia ter percebido isso”, defendeu.
Caso Luís Montenegro queira continua a ser primeiro-ministro, Rui Rocha apresentou-lhe “um plano de três pontos para ter condições para o fazer”, cujo primeiro ponto passaria por “pedir desculpa aos portugueses pela imprudência e pela falta de transparência na condução desta matéria”.
