Incêndio na região de Madrid está numa fase "impossível" de extinguir
Mais de 60 mil pessoas foram retiradas ou confinadas por causa dos fogos em Madrid e Ávila.
O incêndio na região espanhola de Madrid está "no auge", sendo nesta fase "impossível" de extinguir, afirmou hoje Carlos Novillo, conselheiro do governo regional de Madrid.
"Neste momento, é evidente que o incêndio está no seu auge; é impossível extingui-lo", declarou Novillo numa conferência de imprensa no posto de comando das operações de combate aos incêndios.
?? Actualización #IFSierraOeste 19:45h.
— 112 Comunidad de Madrid (@112cmadrid) July 24, 2026
El incendio que afecta a la @ComunidadMadrid se mantiene activo. Los trabajos de extinción continuarán durante toda la noche y se espera que las condiciones climatológicas favorezcan una intervención más efectiva. pic.twitter.com/S9PQWS9MOT
Segundo o conselheiro para o Ambiente, Agricultura e Interior, o incêndio está a alastrar mais "para norte do que o previsto", aumentando as esperanças de que não se una ao incêndio que assola Ávila, região vizinha de Madrid.
Mais de 60 mil pessoas retiradas ou confinadas
De acordo com a imprensa espanhola, mais de 60 mil pessoas foram já retiradas de casa ou confinadas por causa dos incêndios que desde quinta-feira afetam a região de Madrid e Ávila.
A região autónoma de Madrid está a enfrentar "o pior incêndio da história", disse hoje a presidente do governo autonómico, Isabel Díaz Ayuso, ao final da manhã.
Segundo as autoridades, os três incêndios que atingem localidades da região, situadas entre 50 e 100 quilómetros da capital espanhola, uniram-se durante a manhã e formam agora uma única frente.
Declarada situação de emergência em Madrid e Ávila
Estes incêndios levaram o Governo de Espanha a declarar a situação de emergência em Madrid e Ávila na quinta-feira à noite e a acionar o mecanismo europeu de proteção civil, para pedir quatro meios aéreos de combate a fogos florestais aos parceiros da União Europeia (UE).
Espanha juntou-se assim a França, que também pediu ajuda através do mecanismo europeu de proteção civil para combater os fogos que atingem o país.
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, admitiu que há "uma situação dramática" em várias províncias do país por causa dos fogos florestais.
Quiero enviar todo mi apoyo a las miles de personas que afrontan hoy una noche muy difícil, con desalojos y confinamientos para proteger sus vidas.
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) July 24, 2026
Todas las administraciones estamos trabajando de forma coordinada para combatir el incendio y garantizar la seguridad de la…
O ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, disse que além destes fogos em Madrid e Ávila há mais nove no resto de Espanha que mobilizam meios aéreos e por isso foi ativado o mecanismo europeu de proteção civil.
Este ano já arderam mais de 130.000 hectares em Espanha, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).
Em 2025, arderam mais de 393.000 hectares, na maior área ardida num ano de que há registo no país.
