India.Arie é a artista mais recente a deixar o Spotify

Ainda na sequência do polémico podcast "The Joe Rogan Experience". A cantora norte-americana tem mais a apontar a Joe Rogan.

A norte-americana India.Arie anunciou que já deu início ao processo de saída da plataforma Spotify. A decisão da cantora foi tomada depois de, na semana passada, Neil Young ter anunciado que estava decidido a sair da plataforma, caso o famoso podcast do norte-americano Joe Rogan, acusado de espalhar informação falsa em relação à Covid-19, continuasse disponível. Foi o que aconteceu.

Além das acusações de desinformação relacionadas com a pandemia, India.Arie tem outras críticas a apontar ao autor do polémico "The Joe Rogan Experience". A cantora diz que o podcaster já abordou questões raciais de forma duvidosa

"Neil Young abriu uma porta pela qual TENHO de passar, disse em comunicado. Defendo a liberdade de expressão, porém, acho que o Joe Rogan é problemático por OUTRAS razões, além das entrevistas sobre a Covid. PARA MIM É TAMBÉM a forma como ele aborda as questões raciais", disse a artista em comunicado. India.Arie não especificou o conteúdo que a levou a tomar a decisão.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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O 'podcast' de Joe Rogan ("The Joe Rogan Experience") acumula milhões de reproduções. O comediante assinou um contrato de cerca de 100 milhões de dólares (cerca de 88 milhões de euros) com o Spotify em 2021. India.Arie mostrou-se também indignada com o valor dado a Rogan, comparativamente com o que ganham muitos artistas musicais que têm os catálogos na plataforma.

Esta terça-feira, Graham Nash, um dos elementos do grupo Crosby, Stills, Nash & Young e amigo de Neil Young, juntou-se aos artistas que decidiram sair da plataforma na sequência da polémica que envolve Rogan. Joni Mitchell, Nils Lofgren ou Lloyd Cole são alguns dos artistas que seguiram o exemplo de Neil Young, removendo os respetivos catálogos. 

"Depois de saber que a desinformação sobre a Covid era promovida pelo Joe Rogan no Spotify, quero dizer que concordo e apoio o meu amigo Neil. Quero que todos os meus discos a solo sejam retirados do serviço", refere Graham em comunicado citado pela Rolling Stone. 

Como tudo começou

As músicas de Neil Young foram removidas do Spotify, depois de o artista histórico ter protestado contra a reprodução de 'podcasts' polémicos na plataforma de 'streaming', acusando-a de desinformação sobre a covid-19 e a vacinação. "Quero que o Spotify saiba HOJE que quero toda a minha música fora da plataforma", escreveu Young. "Faço isto porque o Spotify anda a espalhar informação falsa sobre vacinas - e com isto pode estar potencialmente a provocar a morte dos que acreditam neles", lia-se no comunicado que foi na semana passada no site oficial de Young, acabando por ser retirada mais tarde.
Logo após a tomada de posição de Young, o Spotify respondeu que lamentava a decisão, esperando "recebê-lo de volta em breve".

A 31 de janeiro, a plataforma reviu a questão e anunciou que vai tomar medidas para combater a desinformação. "Estamos a trabalhar para agregar um aviso de conteúdo a qualquer episódio de um podcast que inclua uma discussão sobre a covid-19", afirmou o presidente executivo da plataforma de música e de programas pré-gravados, Daniel Ek, em comunicado, no qual detalha os padrões de divulgação da empresa.

O aviso, salienta a Spotify, irá orientar os ouvintes para um "centro covid-19, um recurso que fornece acesso fácil a informações atualizadas e orientadas por dados partilhados por cientistas, médicos, académicos e autoridades de saúde pública em todo o mundo, bem como 'links' para fontes confiáveis". 

Uma carta assinada por 270 médicos e cientistas norte-americanos advertia há algumas semanas o Spotify de que estava a permitir a difusão de mensagens que afetavam a confiança pública na investigação científica e nas recomendações sanitárias.