Inês Monstro e Inês Apenas integram "incubadora europeia de intercâmbio de canções"

São as cantautoras mais recentes a fazer parte do projeto internacional POLYGLOT, iniciativa que tem o apoio da União Europeia.

As cantautoras portuguesas Inês Monstro e Inês Apenas integraram o projeto internacional POLYGLOT – "uma Incubadora Europeia de Intercâmbio de Canções, apoiada pela União Europeia, que visa criar e impulsionar temas na sua língua original, com traduções noutros idiomas, promovendo a diversidade europeia entre Polónia, Ucrânia, Letónia, Catalunha, Itália, Hungria e Portugal", refere o comunicado de imprensa.

No âmbito do projeto, Inês Apenas lançou 'Purgatório', "uma adaptação do original italiano 'Crisi' que conta com a participação de Marito Marques, baterista vencedor de um prémio Grammy e nomeado aos Grammys Latinos aos Juno [prémios de música canadianos]", lê-se na nota.

Sobre a participação no projeto, a cantora, compositora e pianista afirma que "foi com muito entusiasmo" que aceitou o convite, " não só por ser um projeto internacional que une artistas, mas, principalmente, pelo desafio de adaptar uma canção da artista italiana Charlote Cardinale". Inês Apenas acrescenta: "comecei pelo ritmo da música original, tentei colocar o meu cunho na parte harmónica e escrevi uma letra sobre a minha vida, sobre o mundo atual e sobre a incapacidade de fazer mais ". 

Inês Monstro editou o tema ‘Ícaro’ – "uma adaptação do original ucraniano 'Gordosti'. A cantora, compositora e atriz conta, em comunicado, que ficou "muito feliz com o convite e por fazer parte de um projeto que junta artistas de diferentes países e línguas através da música".

"Gostei do desafio de adaptar o tema do grupo ucraniano Ragapop para português e encontrar uma versão que mantivesse a essência da original com minha identidade. Escrevi ainda em ucraniano, o idioma da música original, como uma ligação à sua origem", referiu a cantora.

O PROJETO POLYGLOT

O projeto POLYGLOT, lançado em 2024, "define-se como um novo modelo de distribuição de canções, com o objetivo de impulsionar o talento local e a diversidade europeia, e quebrar a tendência genérica na indústria da música do uso da língua inglesa. No núcleo português surgem nomes como A Garota Não, Samuel Úria, Sérgio Godinho, Diana Vilarinho e Retimbrar, entre outros".