Inteligência Artificial do futuro no centro da QSP Summit

Para o presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, "não basta adaptar, não basta reagir, mas é necessário antecipar, construir".

A imprevisibilidade do futuro e o impacto da Inteligência Artificial (IA) na economia dominaram hoje as preocupações do arranque da QSP Summit na Exponor, em Matosinhos, no distrito do Porto.

Na sessão de boas vindas da 19.ª edição, após um primeiro momento na terça-feira, no Porto, a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, notou o peso da IA e “o domínio do algoritmo” nas discussões quotidianas sobre o futuro.

“É verdade que todos os dias somos surpreendidos com o que a IA nos dá, e vamos procurando novas soluções, novas respostas, mas a relação com o próximo e a empatia é insubstituível”, notou a autarca.

Salgueiro olhou para os “líderes internacionais imprevisíveis” que criam um futuro que só pode ser antecipado “num quadro de grande imprevisibilidade”, razão pela qual um evento como estes ajuda à preparação, por passar pela Exponor “do melhor à escala internacional, nacional e local”.

A autarca eleita pelo Partido Socialista criticou ainda a falta de membros do Governo no evento, “ao contrário do que acontece em Lisboa”, numa sessão de boas-vindas para a qual estava marcada a presença do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado.

O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Luís Miguel Ribeiro, também notou uma realidade presente para a economia em que “não basta adaptar, não basta reagir, mas é necessário antecipar, construir”.

“A história económica mostra-nos que os períodos de maior transformação são também aqueles que oferecem maiores oportunidades. Cada momento de incerteza abriu espaço a quem teve coragem de inovar. Estamos, novamente, perante um desses momentos”, acrescentou.

O fundador da QSP, Rui Ribeiro, disse que o evento reúne, no mesmo espaço, pessoas que estão “todas a tentar responder à mesma pergunta: o que fazer quando o mundo muda mais depressa do que os nossos planos?”.

“Há poucos anos, falávamos de transformação digital. Hoje, falamos de IA, há anos eficácia, hoje eficiência. Hoje discutimos resiliência quando há poucos anos procurávamos previsibilidade, aprendendo a liderar em contexto de incerteza”, referiu.