Investimento em defesa divide partidos, mas todos reconhecem importância do setor
Aposta na defesa e valorização da condição dos atuais e antigos militares estão na maior parte dos programas eleitorais.
A AD quer atingir mais cedo do que o previsto os tão falados 2% de investimento do PIB em defesa. Continuamos é sem saber quando ao certo. Apenas o que o governo já tinha dito, que será antes de 2029, o ano inicialmente definido. A coligação que junta PSD e CDS quer também estudar outras formas de recrutamento voluntário para as forças armadas e apostar no setor estratégico de indústrias de defesa.
O PS quer um novo conceito estratégico de defesa nacional e criar um mecanismo anual extraordinário para reforçar não só os meios como os equipamentos militares. Os socialistas querem também valorizar as pensões dos militares com deficiência e revisitar o estatuto do antigo combatente.
A proposta está também no programa do CHEGA, tal como a de criar uma reserva voluntária. A nível de investimento, o partido de André Ventura quer atingir os 2% do PIB em defesa até ao final do próximo ano. A Iniciativa Liberal também quer atingir este valor e até diz que já é pouco perante os desafios internacionais, mas não define um ano. Os liberais querem ainda desviar fundos europeus para as forças armadas e pretendem o reforço de áreas como a ciberdefesa.
O Bloco de Esquerda não quer o aumento das despesas a nível militar. A prioridade, diz o partido, vai para os meios militares da União Europeia que devem estar fora da NATO e da influência dos Estados Unidos.
Já a CDU quer uma política de defesa, que ajuste a capacidade militar às reais necessidades do país. A pensar nos antigos combatentes, a coligação quer criar uma pensão mínima que atinja em 3 anos o valor do salário mínimo nacional.
Quanto ao Livre, quer criar parcerias com a academia e a indústria de defesa. A olhar para o recrutamento, o partido da papoila quer adotar políticas que atraiam novos militares.
Por último, o PAN. O partido de Inês Sousa Real lembra que o investimento em defesa deve ser acompanhado de uma aposta em áreas como as alterações climáticas. Propõe, por isso uma taxa sobre o armamento.
