Irão retalia e Israel responde após ataques norte-americanos a instalações nucleares

Regime iraniano lançou misseis em direção a Israel, numa onda de ataques que provocou pelo menos 86 feridos.

Como prometido, o Irão já começou a retaliar, depois do ataque norte-americano da última madrugada a três instalações nucleares iranianas.

Sirenes estão a soar em vários pontos de Israel, que decidiu subir o nível de alerta.

Dez locais no país foram atingidos nas últimas horas por misseis iranianos.

Há registo de pelo menos 86 feridos. Praticamente todos são feridos leves, de acordo com o ministério da saúde israelita.

O exército israelita diz que já contra-atacou e lançou uma onda de misseis em direção ao Irão.

No plano diplomático, o primeiro-ministro britânico foi o primeiro líder europeu a reagir ao ataque dos Estados Unidos. Keir Starmer disse que o Irão não pode deter armas nucleares e pediu para que volte a negociar.

Na mesma linha vai o discurso da chefe da diplomacia europeia. Kaja Kallas revela que os ministros dos negócios estrangeiros dos 27 vão discutir a situação amanhã.

O presidente do Conselho Europeu mostra-se "profundamente alarmado" com os últimos desenvolvimentos no Médio Oriente.

António Guterres apela à contenção e ao "respeito pelo direito internacional e pela segurança nuclear".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já avisou o Irão que tem de escolher a paz, caso contrário mais ataques vão acontecer.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, agradeceu ao líder norte-americano o que considera ter sido um "corajoso ataque".

Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano fala numa violação do direito internacional.

Quanto ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considera que o ataque ameaça a paz e segurança em todo o mundo.

Entretanto, a Agência Internacional de Energia Atómica diz que não detetou qualquer aumento dos níveis de radição no Irão.

A organização anuncia que vai reunir-se de emergência esta segunda-feira para analisar a situação.