Israel e Líbano acordam renovação de cessar-fogo com mediação dos EUA
Está prevista a criação de zonas de segurança. O Hezbolah terá de parar com os combates e retirar-se de várias áreas.
Israel e o Líbano acordaram na quarta-feira renovar o seu frágil cessar-fogo e criar várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estariam proibidos de permanecer.
Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos EUA no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.
Porém, não é claro, para já, como serão estabelecidas as zonas de segurança, mas o acordo prevê que o exército libanês assuma o controlo total dessas áreas.
"Estas medidas permitirão o progresso em direção a um acordo abrangente de paz e segurança", refere a nota.
"Todos os países reafirmaram que o futuro da relação entre Israel e o Líbano deve ser decidido pelos dois governos soberanos. Rejeitaram qualquer tentativa, por qualquer Estado ou ator não estatal, de manter o futuro do Líbano como refém", destaca o comunicado.
O último refere-se ao Irão, que apoia o Hezbollah e tem insistido que os ataques israelitas ao Líbano sejam interrompidos como parte de um acordo provisório com os EUA para acabar com o conflito naquele país do sudeste asiático.
O Hezbollah não faz parte das conversações entre Israel e o Líbano.
