Israel intensifica ataques em Gaza. MSF alerta para agravamento da crise humanitária
Mais de 100 pessoas morreram esta quinta-feira na sequência dos bombardeamentos.
Os ataques israelitas em Gaza causaram pelo menos 114 mortos esta quinta-feira, avança a BBC com base em autoridades de saúde e socorristas.
Os bombardeamentos intensificaram-se nos últimos dias, agravando a crise humanitária no território palestiniano.
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta para o bloqueio de ajuda humanitária que dura há quase dois meses.
A ajuda humanitária "está completamente bloqueada desde 18 de março. Não há medicamentos, dispositivos médicos, combustível, comida e água a entrar. É um das situações mais complicadas desde o inicio desta guerra", diz Mohamed Abu Mughaisib, médico ao serviço da MSF em Gaza.
O responsável alerta ainda que esta é "a pior situação em termos de segurança alimentar" na sequência de uma guerra "devastadora" que já causou "uma destruição total em Gaza" . Todas "as infraestruturas foram atingidas em Gaza. Não há ruas, não há eletricidade, não há fornecimento de água. As escolas, clínicas e hospitais foram destruídos. E as pessoas estão deslocadas, em tendas".
Entretanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que o último hospital de Gaza que oferecia tratamento cardíaco e oncológico deixou de funcionar após um ataque israelita na passada terça-feira.
"O Hospital Europeu já não está funcional após o ataque de 13 de maio, que o deixou severamente danificado e inacessível", escreveu na rede social X o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
European #Gaza Hospital is no longer functional after an attack on 13 May left it severely damaged and inaccessible.
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) May 15, 2025
After being there yesterday. @WHO reached the hospital again today to relocate one international Emergency Medical Team—who continued working through the… pic.twitter.com/1gJm66QcUl
Do lado do Israel, a visão é outra.
O porta-voz do Governo israelita, citado pela BBC, diz que "não há escassez" de alimentos em Gaza e que a "verdadeira crise é o saque e a venda de ajuda humanitária pelo Hamas".
David Mencer, porta-voz do Gabinete do Primeiro-Ministro israelita, sublinhou mesmo que a única fome em Gaza era "uma fome da verdade".
