Israel: Mais de 25% das zonas urbanas de Gaza foram varridas do mapa

Os bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza já provocaram 17.700 mortos e 48.780 feridos, anunciou hoje o Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas.

Mais de 25% das zonas urbanas de Gaza foram completamente varridas do mapa pelos ataques israelitas desde o início da guerra, em 07 de outubro, disse hoje o ministro das Obras Públicas e Habitação local, Mohamed Ziara.

De acordo com a agência noticiosa oficial da Palestina, a Wafa, citada pela agência espanhola EFE, o governante afirmou que mais de 250 mil casas foram parcial ou totalmente destruídas e quase um terço das infraestruturas, incluindo estradas, condutas de água, esgotos, eletricidade e linhas de comunicação estão inutilizáveis.

O ministro disse que não há combustível para fazer funcionar a maquinaria pesada necessária para remover os destroços de todo o mobiliário urbano destruído, pelo que "os cidadãos recorreram a métodos manuais" para gerir a grande quantidade de ruínas, onde morreram "milhares de civis, a maioria dos quais crianças, mulheres e idosos".

As declarações de Mohamed Ziara à agência noticiosa oficial local surgem no mesmo dia em que o Ministério da Saúde local anunciou que os bombardeamentos israelitas das últimas horas mataram pelo menos 130 pessoas na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas.

Enquanto combate no norte de Gaza, o exército israelita tenta controlar Khan Younis, no sul, que considera um dos principais redutos do Hamas na Faixa de Gaza.

Sobe para 17.700 o número de mortos na Faixa de Gaza

Os bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza já provocaram 17.700 mortos e 48.780 feridos, anunciou hoje o Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas.

O número real de mortos e feridos pode ser muito superior ao revelado, uma vez que os serviços de resgate e as Organizações Não Governamentais (ONG) não conseguem aceder a todas as áreas que foram bombardeadas.

O movimento Hamas acusa Israel de bombardear áreas civis e instalações protegidas pelo Direito Internacional, como hospitais e escolas.

Segundo o Ministério da Saúde, desde o início do conflito, 618 doentes e feridos conseguiram sair da Faixa de Gaza, através da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito.

A guerra foi desencadeada pelo ataque em solo israelita, em 07 de outubro, por comandos do Hamas infiltrados a partir de Gaza, durante o qual, segundo as autoridades israelitas, foram mortas 1.200 pessoas.

O Hamas também fez cerca de 240 reféns, 138 das quais permanecem em cativeiro.

Em resposta, Israel prometeu aniquilar o Hamas, que está no poder na Faixa de Gaza desde 2007 e foi classificado como uma organização terrorista pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por Israel.