Jay-Z perde em tribunal. Mulher que acusa o rapper de violação pode continuar anónima

Uma mulher do Alabama alega que foi agredida sexualmente por Sean "Diddy" Combs e por Jay-Z há 24 anos. O rapper nega as acusações e pediu que a alegada vítima se identificasse.

A mulher que alega ter sido agredida sexualmente por Sean "Diddy" Combs e por Jay-Z numa festa no ano 2000 pode permanecer anónima até decisão contrária do tribunal. Foi esta a decisão tomada ontem (26 de dezembro) juíza Analisa Torres, de acordo com o que avançou a "Associated Press".  

O processo original no qual a alegada vítima acusa Sean Combs (que se encontra detido) remonta a outubro, mas, a 8 de dezembro, a mesma mulher, que não quer revelar a identidade, juntou Shawn Carter - o nome legal de Jay-Z - ao rol de acusados. 

O rapper negou todas as acusações, alegando, em comunicado citado pela "CNN", que as alegações "têm uma natureza hedionda”. Segundo a People, o pedido para que a mulher revelasse a identidade foi feito por Alex Spiro, advogado de Jay-Z. A publicação norte-americana noticiou que Spiro apresentou diversas moções em tribunal para que a queixa fosse anulada uma vez que a vítima não estava identificada. A defesa do rapper argumenta que o acusado tem o direito de saber de quem parte a acusação. 


De acordo com a "Associated Press", Analisa Torres acrescentou que a “linguagem inflamatória e inapropriada” usada por Spiro nas moções que foram apresentadas não ajudaram Jay-Z e que o caso tem “interesse substancial para o público”. 

O caso terá acontecido depois da edição de 2000 dos Video Music Awards, da MTV, sendo que na altura a alegada vítima tinha 13 anos. A queixosa diz que terá sido violada por Carter e depois por Combs, num quarto para o qual deambulou num momento em que se sentiu desorientada depois de ter ingerido uma bebida. 

Os advogados da alegada vítima tentaram uma "mediação" junto de Jay-Z para resolver a questão, mas o rapper terá encarado esse passo como uma "tentativa de chantagem". Jay-Z argumentou ainda na altura que, após ter feito uma pesquisa sobre a defesa da queixosa nota "um certo padrão neste tipo de espetáculo".

Já a defesa da alegada vítima, liderada pelo advogado Tony Buzbee, diz que Jay-Z - quando confrontado com a inclusão do seu nome no processo - orquestrou uma conspiração de assédio, bullying e intimidação contra os advogados da autora do processo, as famílias, empregados e antigos sócios".

O músico e empresário, marido de Beyoncé, vê-se agora associado aos processos em tribunal contra Diddy, que está acusado de tráfico sexual, extorsão, conspiração e prostituição. O rapper diz inocente perante todas as acusações.