Junker nos EUA tenta aliviar tensão

Taxas alfandegárias às importações de aço e alumínio e a ameaça de Donald Trump de aplicar tarifas às importações de automóveis estão a dificultar as relações UE/EUA.

O Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, visita hoje os Estados Unidos, onde irá reunir-se com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e discursar sobre as relações entre o país e a União Europeia.

Na segunda-feira, um porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, considerou a reunião como uma ocasião para "desdramatizar" qualquer tensão comercial entre as duas partes.

As relações comerciais entre Bruxelas e Washington estão tensas, não só devido às taxas alfandegárias impostas por Washington às importações de aço e alumínio -- e já retaliadas pelo bloco europeu --, mas também pela ameaça de Donald Trump de aplicar tarifas às importações de automóveis oriundas da UE, caso os representantes comunitários não negoceiem de "boa-fé" na visita à Casa Branca.

Após a reunião, Juncker visita o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), também em Washington, onde discursará sobre as relações entre a União Europeia e os Estados Unidos.

Cerca de 105 milhões de eleitores estão hoje convocados para eleições legislativas no Paquistão após uma campanha eleitoral em clima de instabilidade política e económica, crescentes conflitos religiosos e a ameaça do terrorismo.

Estas eleições são as segundas na história do país em que o Governo conclui um mandato completo e transmite o poder a um novo executivo, após ter sido governado por ditaduras militares em metade dos seus 71 anos de história, desde a sua fundação em 1947.

O governo interino está em negociações preliminares com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para atribuição de um empréstimo, repetindo o panorama das últimas eleições, em 2013, quando o Estado recebeu um pacote de ajuda de 5,3 mil milhões de dólares (4,5 mil milhões de euros), pago na totalidade no passado mês de outubro.

As eleições de hoje põem frente a frente Shahbaz Sharif, líder da Liga Muçulmana do Paquistão (PML-N), partido vencedor das últimas eleições, e o ex-jogador de críquete Imran Khan, do Tehreek-i-Insaf (PTI), candidato pela segunda vez desde 2013.

Shahbaz Sharif é irmão de Nawaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão por três vezes, sem nunca ter cumprido um mandato completo (de 1990 a 1993, 1997 a 1999 e 2013 a 2017).

Bilawal Bhutto, na frente do Partido Popular do Paquistão (PPP) assume-se como um terceiro ator e com um papel determinante na possível formação de um governo de coligação.