Promover a Coesão Social a partir das Escolas

Protocolo entre a Universidade de Valencia e a Junta de Freguesia de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela é assinado esta tarde.

Numa iniciativa inédita em Portugal, a Junta de Freguesia de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela (JF-SSB) assina, esta segunda-feira, com a Universidade de Valencia, Espanha, um protocolo para promover a Coesão Social, através de um modelo de avaliação. A assinatura do projeto "O Papel das Escolas na construção da Coesão Social", está marcada para as 14H30, no Auditório do Centro de Acolhimento para Refugiados, na Bobadela.

Trata-se de uma iniciativa pioneira no país, para promover a Coesão Social, através de um modelo de avaliação (SECS/EVALNEC) para identificar como se promove a coesão social, realizar diagnósticos institucionais, implementar linhas de melhoria e, ainda, proporcionar as melhores condições para desenvolver processos eficazes de ensino-aprendizagem em sala de aula.

"A abordagem técnica é da competência da Universidade de Valencia. À junta de freguesia compete agarrar esta oportunidade de chegar mais longe, ao nível do conhecimento com a universidade e do que [a junta] tem para dar à comunidade. Daí que este projeto seja feito aqui, com os nossos agrupamentos de escolas, que nos proporcione resultados que vão permitir conhecer, aprender e melhorar", expôs o presidente da JF-SSB, Nuno Leitão, na apresentação do projeto.

O objetivo é chegar a um conjunto de boas práticas dos estabelecimentos de ensino na promoção da coesão social, a partir de Planos de Intervenção dirigidos às escolas, com suporte num sistema de melhoria contínua, aberto e interativo com e para a Comunidade.

Este é "um estudo piloto, uma inovação educativa que começou em Espanha em 2013 e que já foi replicada noutros países", explicou Dora Pereira, investigadora da Universidade de Valencia. "Neste caso (português), tenho de destacar, temos uma grande potencialidade que é o envolvimento e a coragem do poder local em assumir-se como membro ativo na transformação social", sublinha a especialista em avaliação educativa.

Destina-se à comunidade educativa das escolas participantes, que envolve desde os alunos, professores e diretores das escolas até ao poder político que pode utilizar estes resultados para facilitar a melhoria das instituições e sistemas educativos. "A adaptação do modelo na Freguesia pode constituir a base para a análise da sua utilidade para uma aplicação a nível nacional e para a criação de uma rede de Freguesias de Coesão Social", remata Nuno Leitão.

Desenhado e desenvolvido em Espanha, foram feitas adaptações para diversas regiões ou países, como: México, República Dominicana, Colômbia ou Equador.

Estarão presentes na assinatura do protocolo: Jesús Meliá, Universidade de Valencia; Maria Jesús Montolío, Universidade de Valencia, Espanha; Dora Pereira, Universidade de Valencia.