Kanye West no Algarve: quase mil pessoas barradas à porta por terem bilhetes inválidos
A plataforma de venda de bilhetes 'online' BOL invalidou 933 bilhetes revendidos de forma especulativa para o concerto.
A plataforma portuguesa de venda de bilhetes ‘online’ BOL invalidou, antes do início do espetáculo, 933 bilhetes revendidos de forma especulativa para o concerto realizado por Kaney West, na sexta-feira, no Algarve, anunciou hoje a empresa.
Em comunicado enviado à Lusa, a BOL destacou a importância de esta ação ter sido realizada com tecnologia desenvolvida pela própria plataforma de bilhética portuguesa e por se ter procedido à invalidação dos ingressos antes do início do espetáculo e do acesso ao recinto, neste caso o Estádio do Algarve, onde Kanye West atuou na sexta-feira, perante 34.000 espectadores, segundo os promotores do concerto.
Com esta operação, a BOL conseguiu “identificar e invalidar 933 bilhetes do concerto de Kanye West, após operações de revenda especulativa”, referiu a empresa, realçando que, no total, representavam um valor estimado entre 250.000 e 350.000 euros.
A BOL indicou que foi feita uma monitorização em plataformas como Viagogo, StubHub, TicketSwap, OLX e Facebook, detetando casos que atingiam preços perto do dobro do seu valor inicial.
Tratou-se de uma ação destinada a “combater práticas de revenda especulativa e proteger os consumidores de preços artificialmente inflacionados, reforçando simultaneamente o controlo dos promotores sobre a circulação dos bilhetes”.
Com esta ferramenta, foi possível “identificar individualmente os bilhetes depois de concretizada a operação de revenda especulativa e proceder à sua invalidação antes da realização do evento”, salientou, frisando que é esta “capacidade de intervenção antes da realização do evento que […] diferencia a operação”.
Embora já tivesse sido utilizada “com uma finalidade essencialmente dissuasora”, foi no concerto de Kanye West que se procedeu, pela primeira vez, à “aplicação em grande escala com capacidade efetiva de intervenção sobre bilhetes objeto de revenda especulativa”, acrescentou.
“Conseguirmos identificar e invalidar 933 bilhetes num único evento demonstra que a tecnologia pode dar aos promotores um nível de controlo sobre o ciclo de vida do bilhete que até agora era muito difícil alcançar. Sobretudo, demonstra que esta capacidade pode ser replicada e levada para outros mercados”, considerou Sara Gonçalves, diretora de operações da BOL, citada no mesmo comunicado.
Para a BOL, os resultados da operação “validam” esta tecnologia e demonstram o seu “potencial para responder a um problema transversal ao setor da bilhética” em concertos, festivais, espetáculos culturais, eventos desportivos e outros acontecimentos com elevada procura.
“Esta não é uma solução criada para um único concerto. É tecnologia própria, desenvolvida em Portugal, que podemos continuar a aperfeiçoar, escalar e aplicar noutros eventos e mercados”, argumentou Sara Gonçalves.
