Killing Joke sofrem perda de vulto

Guitarrista Geordie Walker morreu com 64 anos.

Morreu ontem Geordie Walker (o segundo a contar da direita na foto em cima), o guitarrista fundador e membro de longa permanência dos gótico-industriais Killing Joke. O músico não sobreviveu a um acidente vascular cerebral (vulgo AVC) ocorrido dois dias antes do seu falecimento em Praga, na Chéquia.

Os Killing Joke anotaram o momento de luto nas redes sociais, acrescentando a informação de que Geordie Walker morreu "rodeado pela sua família".

 

Muito do som obscuro e pesadão dos Killing Joke vinha da guitarra de Geordie Walker, que tinha como imagem icónica estar a tocar de cigarro na boca e de boina. 

Com um acidental êxito radiofónico por via do single de 1985, 'Love Like Blood', os Killing Joke tinham uma estética muito personalizada e consistente, que foi sobrevivendo ao longo de décadas, apesar de alguma inclinação para a bizarria e para a errância, como a gravação do álbum "Pandemonium" (de 1994) dentro de uma pirâmide egípcia ou o desaparecimento súbito e inesperado de Jaz Coleman para a Islândia, após a gravação complicada do terceiro álbum "Revelations" (de 1982).

 

Com um passado longo em tribunais e com uma atração pelas polémicas, a banda de humor negro foi também controversa na forma como cancelava com frequência concertos em Portugal, alguns deles em cima do dia agendado. Muito antes desse estranho déjà-vu, os Killing Joke tocaram no emblematíco Rock Rendez-Vous (em Lisboa) em 1984 e nas primeiras partes dos concertos dos Pixies nos coliseus do Porto e de Lisboa em 1991. Geordie Walker participou nesses concertos.

 

A foto em cima alude à receção do prémio de carreira de Inovadores na cerimónia dos Classic Rock Awards, em 2010. O galardão é entregue por Alice Cooper, com quem o vocalista Jaz Coleman tem curiosas semelhanças faciais sombrias.