Leïla Slimani, Fosse e uma nova chancela na Penguin

Autores estrangeiros nunca antes editados em Portugal e uma nova chancela dirigida ao público jovem adulto são algumas das novidades apresentadas pelo grupo Penguin Random House o primeiro semestre do ano.

A criação da Secret Society, uma chancela criada de raiz para o segmento jovem adulto, é um dos grandes destaques do primeiro semestre de 2024 do grupo Penguin Random House. 

O primeiro livro é da autoria da norte-americana Sonora Reyes e chama-se "Guia para lésbicas num colégio católico". Finalista do National Book Award e do Goodreads Choice Award, este livro foca temas como racismo, sexualidade, saúde mental e identidade. É um livro hilariante, vulnerável e honesto.

Na área da ficção literária, os destaques vão para três autoras espanhola: Lara Moreno, com "Três mulheres na cidade", Alana S. Portero, com "Maus hábitos", ambos editados pela Alfaguara, e Irene Solà, com "Eu canto e a montanha dança", publicado na Cavalo de Ferro.

Ainda ao nível dos inéditos em Portugal, vai ser editadaa aquela que pode ser considerada "uma das mais eminentes escritoras de língua inglesa da atualidade", Jamaica Kincaid, com o romance "Annie John", e a americana Tess Gunty, com o romance "O contrário de nada".

Uma estreia no catálogo do grupo é a autora alemã Esther Kinsky, de quem publicará "Rombo", na Elsinore.

A Penguin destaca ainda alguns nomes já consagrados no panorama literário, como é o caso do norueguês Jon Fosse, Prémio Nobel da Literatura, de quem a Cavalo de Ferro publicará "Uma brancura luminosa", o primeiro livro desde a conclusão da "Septologia", e "É a Ales", original de 2006, já publicado em Portugal pela extinta Cotovia e há muito esgotado.

O arranque de 2024 marca também o regresso da mexicana Fernanda Melcho que traz "Paradaise", e da chilena Alia Trabucco Zerán, autora de "Limpa", desta vez com uma road trip sul-americana de três jovens, a braços com a herança política do Chile, intitulada "A Subtração", ambos publicados na Elsinore.

Ao longo do ano serão ainda lançados títulos de Elizabeth Strout, Aurora Venturini, Javier Castillo, Joel Dicker, Ludmila Uliskaya e James Baldwin, de quem se comemora este ano o centenário de nascimento.

No panorama nacional, chegam às livrarias novos livros de Manuel Abrantes, "Na terra dos outros" (Companhia das Letras), de Rita Canas Mendes, "Teoria das catástrofes elementares" (Elsinore), de Alex Couto, "Sinais de fumo" (Suma de Letras), e de Filipa Amorim, "A corrente" (Suma de letras).

A Companhia das Letras vai lançar "O que é meu" do brasileiro José Henrique Bortoluci.

Ainda na literatura portuguesa, regressam autores que já fazem parte do catálogo, mas com novos livros, como é o caso de Susana Moreira Marques, que publica "Notas de Lisboa", Madalena Sá Fernandes, com "Deriva", e Maria Francisca Gama, com "A cicatriz".

Na área da não-ficção, destaque para o livro "Zodíaco", de Ai Weiwei, o ensaio sobre a cultura "Como o ar que respiramos", do espanhol Antonio Menegal, "Duas vezes no mesmo rio: A guerra de Putin contra as mulheres", da finlandesa Sofi Oksannen, "A irmã", de Sung-Yoon Lee, sobre a pouco conhecida história da irmã de Kim Jong-un, e o manifesto de Thomas Piketty "Natureza, cultura e desigualdades".

A chancela Iguana, dedicada a bandas desenhadas e novelas gráficas, aposta numa estreia nacional, "Tempo: em busca da felicidade perdida", de Jorge Pinto, Evandro Renan e Talita Nozomi, e numa novela gráfica escrita por Leila Slimani e ilustrada por Clément Oubrerie, "A mains nues".