Leiria faz obras numa centena de edifícios escolares afetados pela depressão Kristin
As obras serão feitas durante o verão.
A Câmara de Leiria vai fazer, este verão, obras em cerca de uma centena de edifícios escolares que registaram danos devido à depressão Kristin, disse hoje a vice-presidente da autarquia, Anabela Graça.
No final da reunião do executivo municipal, Anabela Graça, que tem o pelouro da educação, afirmou à agência Lusa que esta "é a segunda fase" de obras, estas a realizar no "período das férias de verão, porque os alunos não estão".
"Há muros que estão partidos e que se criaram zonas de segurança e agora vão ter de ser feitos. Portanto, são pequenas obras, mas que exigem a saída dos alunos para se poder fazer a obra em segurança", exemplificou a vereadora.
Os trabalhos a realizar contemplam o arranjo de pavimentos e de coberturas, pintura, reconstrução de muros, recreios e espaços verdes, incluindo a plantação de árvores.
De acordo com Anabela Graça, após a depressão Kristin, em 28 de janeiro, a autarquia arrancou para "uma primeira fase de intervenção rápida", para os alunos poderem regressar aos estabelecimentos de ensino, sendo que agora vão decorrer "obras que exigem mais tempo e que têm de ser feitas em segurança".
A vice-presidente do município adiantou, contudo, haver quatro obras de maior dimensão, nos jardins-de-infância de Marrazes e da Coucinheira, e nas escolas do 1.º ciclo de Carvide e do 2.º e 2.º ciclos de Colmeias.
Segundo a autarca, o objetivo é que até ao início do próximo ano letivo, "o parque escolar ofereça as melhores condições para o normal funcionamento".
Anabela Graça acrescentou que a estimativa de custos para esta segunda de fase de obras em cerca de 100 edifícios escolares é na ordem dos 3,5 milhões de euros.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.
