"Levar ajuda humanitária é uma obrigação moral." Sofia Aparício integra Flotilha Humanitária rumo a Gaza

A atriz e mais dois portugueses vão integrar a viagem humanitária que começa no domingo.

Sofia Aparício fala numa "obrigação moral" levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. A atriz e mais dois portugueses (o ativista Miguel Duarte e a deputada Mariana Mortágua) vão integrar a Flotilha Humanitária que vai partir no domingo, dia 31 de agosto, para o território palestiniano.

"Nunca na História da Humanidade houve atrocidades a serem cometidas em direto. Em direto nas redes sociais, em direto nos telejornais. Não fazer nada, para mim não era opção. E poder integrar esta frota de dezenas de navios que, com centenas de pessoas de várias nacionalidades, de várias profissões, crenças, cores políticas, para furar um cerco ilegal que já existe há quase duas décadas. Levar ajuda humanitária é uma obrigação moral. Portanto, foi isso que me fez embarcar nesta missão", sublinha Sofia Aparício em entrevista à nossa redação.

A atriz tem esperança que esta forte missão humanitária irá romper o cerco israelita: "nós não temos armas, não somos violentos, nós somos pessoas normais, não temos contrabando. Temos medicamentos e comida para entregar a um povo que está a morrer à fome, que está a ser morto à fome, porque isto não é uma catástrofe natural."

E perante "o genocídio em Gaza", Sofia Aparício lamenta a "completa inação" dos governos da Europa, incluindo Portugal, que "devia reconhecer imediatamente o Estado da Palestina, pressionar a União Europeia a acabar com os acordos de cooperação e acabar com laços comerciais" com Israel.

A Flotilha Humanitária integra ativistas e voluntários de 40 países, em dezenas de embarcações provenientes de diversos portos no mar Mediterrâneo. Os três portugueses irão partir de Barcelona no dia 31 de agosto e esperam chegar a Gaza a meados de setembro.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros foi informado sobre esta viagem humanitária.