Linha Rubi: Metro do Porto reabre arruamentos em Gaia até setembro
As obras da Linha Rubi vão aliviar os constrangimentos à mobilidade em Gaia já este ano, com a Metro do Porto a comprometer-se a reabrir a Rua António Rodrigues da Rocha até setembro.
A Metro do Porto vai libertar das obras da Linha Rubi uma rua em Santo Ovídio até setembro, bem como a rotunda Edgar Cardoso em maio, disse hoje à Lusa o vice-presidente da Câmara de Gaia, Firmino Pereira.
"Em relação à envolvente da futura estação de Santo Ovídio da Linha Rubi [Santo Ovídio - Casa da Música], comprometeu-se, até setembro, a libertar a Rua António Rodrigues da Rocha, que liga a Igreja de Santo Ovídio à rotunda", disse hoje o autarca à Lusa.
De acordo com o autarca, estas garantias foram dadas pela Metro do Porto numa reunião em que marcaram também presença o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL) e o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes.
Firmino Pereira disse ainda que "em maio de 2027 todo o espaço envolvente da via Edgar Cardoso/VL [Via de Ligação] 8 estará concluído, e portanto vai ficar concluída para a circulação automóvel e para peões".
O autarca, que tem o pelouro do Espaço Público na Câmara de Gaia, afirmou ainda que "em janeiro de 2028 a Rua do Cavaco, que liga o Nó da Arrábida à Afurada, também vai ser libertada".
Para a autarquia, o objetivo é que, "independentemente da derrapagem de dois anos da obra, tudo o que é obras à superfície rapidamente a Metro do Porto as conclua para que os espaços sejam devolvidos à mobilidade e às pessoas em Gaia".
Quanto ao pedido de pagamento, pela Câmara de Gaia, de cerca de 25 milhões de euros de isenções de taxas de ocupação do espaço público dadas à Metro do Porto até junho de 2025, "ainda não está resolvido porque a Metro do Porto está à espera de uma autorização do Ministério das Finanças para ver se essa operação da Câmara de ficar com uma prestação acessória de capital nesse valor é possível".
"É um assunto que ainda não está resolvido. No caso de não ser possível, a Câmara vai ter duas situações: ou a Metro do Porto paga os 25 milhões, porque foram deliberações de isenções com fundamento que não era aplicável, ou a Câmara tem de reapreciar o assunto e isentar as taxas sem a devida compensação na prestação acessória de capital", afirmou.
Em abril, foi conhecido que os prazos de conclusão da Linha Rubi do Metro do Porto, que vão ligar Casa da Música a Santo Ovídio, derraparam mais de um ano e são agora de julho de 2028, quando chegou a estar previsto 2026 e 2027.
Em detalhe, o cronograma agora conhecido aponta 22 de julho de 2028 como data geral do fim das obras, três meses depois do fim da construção do tabuleiro da ponte Ferreirinha sobre o rio Douro, apontada para abril de 2028.
Já a conclusão do túnel do lado do Porto até à futura estação do Campo Alegre é apontada para março de 2027, e o túnel do lado de Gaia entre Santo Ovídio e as Devesas para abril desse mesmo ano.
A Lusa questionou a Metro do Porto se estes prazos se mantêm e aguarda resposta.
O primeiro de 22 novos veículos do Metro do Porto, cuja adjudicação remonta a fevereiro de 2025, está previsto para janeiro de 2027 e decorrerá até abril do mesmo ano.
A Linha Rubi, com 6,4 quilómetros e oito estações, inclui uma nova travessia sobre o Douro, a ponte D. Antónia Ferreira "a Ferreirinha", que será exclusivamente reservada ao metro e à circulação pedonal e de bicicletas.
Em Gaia, as estações previstas para a Linha Rubi são Santo Ovídio, Soares dos Reis, Devesas, Rotunda, Candal e Arrábida, e, no Porto, Campo Alegre e Casa da Música.
O projeto tem um custo de 487,9 milhões de euros, sendo financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e Orçamento do Estado (OE).
A Metro do Porto também já divulgou que, face aos atrasos, não vai aproveitar as verbas do PRR na totalidade, procurando outros fundos europeus para financiar a empreitada.
