LinkedIn vai pagar 1,7 milhões de euros devido a discriminação laboral
Em causa a diferença de salários entre homens e mulheres que trabalharam para a rede social.
A rede social LinkedIn vai pagar 1,7 milhões de euros (1,8 milhões de dólares) a mulheres que trabalham na empresa. Valor que faz parte de um acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, depois de ter ficado provado que receberam menos que os colegas do sexo masculino, entre 2015 e 2017.
A informação foi avançada em comunicado por aquela agência governamental, que adianta que o LinkedIn negou igualdade de salários a 686 mulheres que trabalhavam nos setores de engenharia, marketing e desenvolvimento de produtos. Após uma avaliação de rotina, o Departamento de Trabalho descobriu que as funcionárias tinham sido pagas a "uma taxa significativamente mais baixa" que os homens da empresa.
Deste dinheiro a ser pago, 1,75 milhões de dólares (cerca de 1,66 milhões de euros) dizem respeito à devolução de salário, com outros 50 mil dólares (cerca de 47 mil euros) a serem pagos como compensação. A empresa terá que enviar, nos próximos três anos, ainda como parte do acordo, relatórios sobre a política de compensações e ajustes salariais e realizar um programa de treino aos trabalhadores sobre as "obrigações de não discriminação".
A LinkedIn, empresa detida pela Microsoft, nega ter discriminado em função do sexo. Em comunicado diz que, apesar de ter chegado a acordo, não concorda com a queixa do Governo.
Outros gigantes de tecnologia norte-americanos tiveram que chegar a acordo com o Departamento de Trabalho por discriminação. No ano passado, a Google pagou 3,6 milhões de euros após acusações de contratar e compensar mulheres e funcionários asiáticos de forma discriminatória. O Pinterest pagou perto de 47 milhões de euros e foi obrigado a fazer alterações na política da empresa após acusações de discriminação racial e de género.
Nos Estados Unidos, em 2021, e segundo o Gabinete de Estatístiscas de Trabalho, as mulheres ganhavam em média 83% em relação aos homens nas mesmas condições laborais. Um valor semelhante ao registado em Portugal, segundo um estudo recente do Instituto Superior de Economia e Gestão.
