Lisboa aprova suspensão das trotinetas partilhadas

Decisão foi deliberada esta quarta-feira. Medida contribui para uma cidade mais organizada, mais segura e com um espaço público mais ordenado e respeitador de todos.

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) deliberou esta quarta-feira a suspensão do atual sistema de trotinetas elétricas partilhadas, uma decisão que contribui para uma cidade mais organizada, mais segura e com um espaço público mais ordenado e respeitador de todos.

Paris, Madrid e Bruxelas

Lisboa acompanha assim o caminho seguido por outras cidades europeias, como Paris, Madrid ou Bruxelas, que perante problemas semelhantes decidiram suspender estes modelos de operação.

“Foi um passo necessário que tivemos de assumir. As evidências de um problema de estacionamento indevido destes veículos no espaço público e o condicionamento da circulação de pessoas, afetando particularmente os mais idosos, com mobilidade reduzida, cidadãos cegos, crianças e famílias com carrinhos de bebé são alguns dos exemplos. A mobilidade suave é fundamental e algo que defendemos, mas os diferentes modos têm de coexistir e garantir a segurança e o respeito por quem circula no espaço público” salienta Carlos Moedas, presidente da CML.

Diferentes forças políticas

A proposta aprovada incorpora contributos de diferentes forças políticas, designadamente PCP e BE, incluindo o compromisso claro de reforço da mobilidade ciclável, através da qualificação e expansão da rede ciclável e do aumento do número de estações e de bicicletas disponíveis na rede GIRA.

A deliberação estabelece, ainda, a elaboração de um Regulamento Municipal para a Mobilidade Suave, cujo projeto será apresentado no prazo máximo de um ano.

A proposta aprovada estabelece um prazo de 60 dias para a suspensão da operação e remoção total das trotinetas partilhadas.

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Trotinetes AP Photo/Armando Franca