Livre realça que pagar horas extra a professores é apenas cumprir a lei
O candidato a porta-voz do Livre Jorge Pinto considerou este domingo que o anúncio de que os professores vão receber horas extraordinárias pela correção dos exames nacionais é apenas o cumprimento da lei, criticando o ministro.
O candidato a porta-voz do Livre Jorge Pinto considerou este domingo que o anúncio de que os professores vão receber horas extraordinárias pela correção dos exames nacionais é apenas o cumprimento da lei, criticando o ministro.
"O que não me parece razoável, e fazendo fé no que se ouviu, é dizer que se vai pagar horas extra a quem faz horas extra. Isso é o que a lei obriga, portanto não pareceu haver ali propriamente um anúncio muito novo. Se um professor está a trabalhar ao sábado é evidente que vai ter de receber horas extra. E se vai receber horas extra por uma trapalhada que o próprio Governo criou, deveria ser o Ministro da Educação a assumir a responsabilidade", criticou.
Jorge Pinto, que falava aos jornalistas à entrada do último dia do 17.º Congresso do Livre, que termina hoje, em Sintra, insistiu nas críticas ao ministro da Educação, Fernando Alexandre, pela polémica no processo de correção dos exames nacionais.
No sábado, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, anunciou que os professores que estão a corrigir exames nacionais vão receber horas extraordinárias como "reconhecimento pelo esforço" extraordinário.
Na opinião do candidato a porta-voz do Livre -- que se propõe a ocupar em dupla com Isabel Mendes Lopes -, esta tem sido "a prática de Fernando Alexandre".
"Esta é a prática do Governo e a prática do ministro da Educação: é não darem a cara pelos problemas que os próprios criam. E também isso não é sustentável e não é estar à altura dos desafios e à altura daquilo que os portugueses merecem", lamentou,
Jorge Pinto acusou ainda Fernando Alexandre de não estar "à altura dos desafios que tem" nem dos "milhares de jovens que vão entrar no ensino superior no próximo ano".
Depois de no primeiro dia de congresso em Sintra ter considerado inevitável que o Livre chegue ao poder, Jorge Pinto foi questionado sobre se o objetivo não será demasiado ambicioso num contexto em que o país está virado à direita e a esquerda mais enfraquecida.
O dirigente considerou que o objetivo não é só possível como "desejável" e disse acreditar que tal acontecerá "a breve trecho".
"E acredito que o crescimento que o Livre tem tido, o facto de ter assumido um papel importante na política portuguesa, certamente na esquerda, quando se tornou o principal partido à esquerda do país, mostra que as expectativas são boas", sustentou.
O dirigente realçou que "todos os falhanços" do Governo PSD/CDS-PP "vão fazer com que os portugueses procurem alternativas".
Referindo-se à oposição, Jorge Pinto criticou a extrema-direita que "nem entre si se entende" e "uma direita ultraliberal radicalizada que não sabe bem que papel vai ter no nosso país" que "também não serve".
"E se há um PS que apesar de tudo continua à procura de si próprio, sem saber bem como é que há de agir e fazer oposição, é importante que os portugueses saibam que há quem sabe a fazer oposição. E esse alguém é o Livre", afirmou.
O dirigente disse que quer um partido preparado para tudo o que possa acontecer, incluindo eleições antecipadas, e acrescentou que será "muito exigente" com o Presidente da República, António José Seguro, e com o PS.
