Lizzo continua no centro da polémica: realizadora acusa a cantora de ser "arrogante" e "pouco gentil"

Sophia Nahli Allison ia fazer um documentário sobre a artista norte-americana mas abandonou o projeto duas semanas depois de ter começado.

A polémica instalou-se quando ontem, 1 de agosto, a NBC News noticiou que três dançarinas de Lizzo formalizaram um processo contra a cantora norte-americana, com a acusação de assédio sexual. Arianna Davis, Crystal Williams e Noelle Rodriguez alegam que foram forçadas a usar roupas "obscenas" num sex show em Amesterdão, na zona de prostituição do Red Light District. 

No processo, surge outra descrição, em que se clama que uma das três dançarinas requerentes, Arianna Davis, "foi pressionada por Lizzo a tocar nos seios de uma das mulheres nuas que estava a atuar no clube" de Amesterdão.

Na acusação, Lizzo é também visada por ter repreendido Arianna Davis pelo seu ganho de peso, exigindo "a divulgação de pormenores pessoais sobre a sua vida, de modo a manter o emprego". Recorde-se que Lizzo é reconhecida por ter ajudado a quebrar os preconceitos contra pessoas obesas e a incentivar a sua auto-estima, dando-se ela própria como exemplo.

As bailarinas alegam ainda que a cantora promovia um ambiente de trabalho hostil. 


Esta quarta-feira, a realizadora Sophia Nahli Allison, que ia realizar um documentário sobre Lizzo, relatou algumas experiências que diz ter vivido com a cantora em 2019. Nahli Allison conta nas redes sociais que abandonou o projeto cerca de duas semanas depois de ter começado devido às faltas de respeito por parte da artista norte-americana.

"Testemunhei o quão arrogante, autocentrada e pouco gentil ela é. Não estava protegida e fui atirada para uma má situação, com pouco apoio. O meu espírito disse-me para fugir o mais rápido que podia e estou muito grata por ter confiado no meu instinto".

Allison refere ainda que ficou magoada com a experiência e que precisou de alguns anos para recuperar. 

Até ao momento, Lizzo não reagiu a nenhuma das acusações que são feitas também contra a produtora da "The Special Tour" e contra Shirlene Quigley que gere o grupo de bailarinas.