Locais simbólicos iluminam-se de roxo para alertar para riscos sísmicos
Para transformar a memória do terramoto de 1755 numa mensagem de prevenção, espaços emblemáticos vão iluminar-se de roxo na noite de sábado para domingo.
Mais de 40 locais de 15 distritos do país vão iluminar-se de roxo na noite de sábado para domingo para sensibilizar a população para os riscos sísmicos, segundo o Quake – Museu do Terramoto de Lisboa, promotor da campanha.
Movimento “Recordar 1755”
A campanha de cariz cívico, promovida pelo Quake e o Movimento “Recordar 1755”, visa preservar a memória do grande terramoto, que causou milhares de mortos, e sensibilizar para a importância da preparação sísmica.
Em comunicado, o promotor adianta que na noite de sábado para domingo espaços emblemáticos do país vão iluminar-se de roxo, a cor simbólica da iniciativa e às 09h40 de domingo, hora do terramoto de 1755, corporações de bombeiros e embarcações no Tejo “irão juntar-se num coro de sirenes”.
“Entre os espaços que se associam à iniciativa encontram-se alguns dos locais mais simbólicos do património histórico, cultural e religioso português, como a Praça do Comércio, a Sé de Lisboa, o Cristo Rei, a Casa da Música no Porto, o jardim das Portas do Sol em Santarém e a Fortaleza de São João Baptista em Angra do Heroísmo”, indica o Quake em comunicado.
A iniciativa conta com o apoio de autarquias de todo o país, a Liga dos Bombeiros Portugueses, a Transtejo Soflusa e a Associação Portuguesa de Seguradores.
Ricardo Clemente, fundador do movimento e do museu Quake, disse, citado na nota, que a “adesão crescente de entidades e municípios de norte a sul do país confirma a importância de preservar a memória de 1755 e de a transformar numa mensagem de prevenção”.
“Ver o Movimento ‘Recordar 1755’ chegar a tantos pontos do país mostra que esta causa é capaz de unir comunidades em torno de uma memória comum. Cada monumento iluminado representa uma homenagem às vítimas, mas também um compromisso coletivo com um país mais consciente e preparado”, referiu.
Em 2024, a iniciativa esteve concentrada em Lisboa e, em 2025, chegou a cinco distritos.
Em 2026, a adesão estendeu-se a 70% dos distritos e regiões autónomas do território nacional.
Grande terramoto de 1755
No dia 01 de novembro de 1755, pelas 09h40, um intenso terramoto atingiu a cidade de Lisboa, destruindo a maioria dos seus edifícios, ruas e praças.
Ao terramoto seguiu-se um tsunami com ondas de cerca de cinco metros de altura vindas do rio Tejo, que inundaram a zona ribeirinha da cidade, aproximadamente até à zona onde hoje se situa o Arco da Rua Augusta.
Simultaneamente, deflagraram inúmeros incêndios, originados pelos fogões nas casas e pelos candelabros nas igrejas. Estima-se que morreram entre 10.000 a 90.000 pessoas.
