Madeira: Albuquerque promete apresentar governo de maioria sem Chega

A coligação PSD/CDS venceu as eleições na Madeira, sem maioria absoluta.

A coligação PSD/CDS ganhou as eleições de domingo na Madeira, sem maioria absoluta, mas o líder madeirense, Miguel Albuquerque, prometeu formar "nos próximos dias" um governo "com maioria absoluta, estabilidade" e sem o Chega.

Se Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional, com o apoio do CDS, disse durante a campanha que se demitiria caso não conseguisse a maioria absoluta, no discurso de vitória garantiu que está em condições de formar um governo com uma "maioria absoluta".

E se as portas estão fechadas, por ambos os lados, a um entendimento entre o PSD e CDS com Chega, com quatro deputados, a Iniciativa Liberal (IL), com um representante, já disse que "abre a porta para conversar" com os sociais-democratas. A mesma abertura ao diálogo foi admitida pelo partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), com uma eleita.

De facto, basta o deputado liberal, Nuno Morna, ou a deputada do PAN, Mónica Freitas para formar uma maioria de 24 deputados na Assembleia Legislativa Regional no Funchal.

No parlamento madeirense, cada vez mais fragmentado, que passou de cinco para oito partidos, entram agora quatro deputados do Chega e um representante da IL.

À esquerda, o Bloco de Esquerda está de regresso ao parlamento, com Roberto Almada, com um representante, e PCP conseguiu manter o seu deputado, Edgar Silva.

O Juntos pelo Povo (JPP), nascido de um movimento de cidadãos, subiu na votação e passou a sua representação de três para cinco parlamentares.

Numa noite em que o PS perdeu oito dos seus 19 deputados, ficando com 11, o líder e candidato derrotado, Sérgio Gonçalves, assumiu o mau resultado, mas não se demitiu.