Madeira ao lado de Cristiano Ronaldo

O presidente do governo madeirense, Miguel Albuquerque, disse que a Madeira apoia Ronaldo, considerando que este será sempre conhecido ao longo do tempo.

Resumo IA

• O presidente do governo madeirense, Miguel Albuquerque, afirmou que a Madeira apoia Cristiano Ronaldo e criticou as “mesquinhices” dirigidas ao jogador.

• Ronaldo, com 234 internacionalizações e 146 golos, abandonou o estágio da seleção por decisão própria, após descontentamento.

• O jogador promete esclarecer as razões da sua saída em breve.

Resumo feito por IA e revisto pela redação da Rádio Comercial

O presidente do governo madeirense, Miguel Albuquerque, disse esta quinta-feira que a Madeira apoia Cristiano Ronaldo, considerando que este será conhecido ao longo do tempo e está a ser alvo de “mesquinhices e paroladas”.

“Nós, aqui na Madeira, apoiamos o Ronaldo”, disse Miguel Albuquerque aos jornalistas, à margem da inauguração e entrega de chaves aos inquilinos de um novo edifício com 20 apartamentos de renda acessível no concelho de Câmara de Lobos.

Clique para escolher imagem
madeira

As palavras do presidente do governo madeirense

Comentando a decisão do internacional português de abandonar na quarta-feira o estágio da seleção portuguesa de futebol em Copenhaga, o chefe do executivo regional salientou que Cristiano Ronaldo “é o português mais conhecido no mundo”.

“Ronaldo foi um jogador que promoveu e prestigiou Portugal ao longo de uma carreira com mais de 25 anos. Ou seja, é um dos portugueses que mais prestigiou Portugal”, acrescentou, salientando que “durante todos estes anos foi o melhor jogador do mundo, ganhou tudo o que havia para ganhar, deu um contributo à seleção portuguesa”.

"Estou sempre ao lado do Ronaldo"

Face a esta carreira, Albuquerque declarou: "Portando, eu estou sempre ao lado do Ronaldo que é um homem de sucesso”.

No seu entender, o que está a acontecer sobre esta situação são “mesquinhices, paroladas no sentido de minimizar a obra dele, aquilo que ele é”.

Sobre ter abandonado o estágio a meio, “opinou que devem tê-lo chateado, fez ele muito bem”.

“O que interessa, neste momento, é ele manter aquilo que sempre foi: um jogador de primeira linha e um português que representou o nome do país e projetou o país para além fronteiras de uma maneira que nenhum outro o fez”, vincou Miguel Albuquerque.

A diferença entre a grandeza e a mediocridade

Reforçando que “ninguém tem pachorra” para “aturar estas mesquinhices e palermices burocráticas portuguesas”, o líder madeirense admitiu que Cristiano Ronaldo “não tem sempre razão”.

Contudo, argumentou que “daqui a 30 anos ninguém sabe quem foi o selecionador, ninguém sabe quem estava à frente da seleção portuguesa de futebol, ninguém sabe quem é que comentava o futebol e toda a gente daqui a 30, 40 e 50 anos vai saber quem é o Ronaldo”.

“É a diferença entre a grandeza e a mediocridade”, concluiu.

Clique para escolher imagem
Cristiano Ronaldo Stephanie Scarbrough/AP

Cristiano Ronaldo abandonou, por decisão própria, o estágio da equipa das quinas

Na quarta-feira, o capitão Cristiano Ronaldo abandonou, por decisão própria, o estágio da equipa das ‘quinas’ em Copenhaga, pouco depois de ter voltado a ser tema dominante na conferência de imprensa do selecionador Jorge Jesus.

Em Oslo, no último domingo, Ronaldo não saiu do banco frente à Noruega, apesar de ter estado a aquecer grande parte da segunda parte, e abandonou o relvado insatisfeito logo após o apito final, tendo falhado todos os treinos que se seguiram.

Nas suas redes sociais, Ronaldo confirmou ter falado com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, antes de abandonar o estágio, deixando a garantia de que “a seu tempo” dirá “a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram” a decisão de abandonar a comitiva.

A FPF confirmou, sem adiantar qualquer explicação, a saída do jogador que tem um recorde mundial de 234 internacionalizações, além de 146 golos pela seleção principal de Portugal, com a qual conquistou o Euro2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025.